É justo isso?

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sábado, 26 de novembro de 2016

Re: Re: new

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Yours sincerely, ivambarbalho

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Re: I'm so grateful

Hello,

 

 

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All the best, ivambarbalho@bol.com.br

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

ties into the

W it was built baffles human curiosity. Whether it was erected for a temple, a palace, or a town hall, cannot be ascertained. The settlement or city surrounding the rui

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Desvelando falácias em teses anti-indígenas do latifúndio no Brasil

Diante da situação em que se encontram os ânimos a respeito da iminente demarcação das terras Xukuru-Kariri em Palmeira dos Índios e dos preconceitos seculares lançados pelas elites oligárquicas alagoanas, manipulando a opinião pública através dos meios de comunicação que dominam, convém desmascararmos o discurso ideológico que continua a negar os direitos desse resistente povo indígena. Para tanto, reproduzimos, abaixo, o artigo de Cleber Buzzato, secretário executivo do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), que analisa 7 teses anti-indígenas falaciosas propagadas pelos latifundiários e bastante comuns em todo o Brasil:

 

"No processo de ataque sistemático contra os povos indígenas e seus direitos, além da violência física, executada por meio de assassinatos seletivos de líderes indígenas e expulsões extra-judiciais de comunidades por grupos paramilitares, o velho latifúndio, no intuito de manter e ampliar a posse e a exploração das terras tradicionais destes povos, tem feito uso de diferentes instrumentos legislativos e administrativos, bem como, de teses diversas por meio das quais buscam justificá-los.

 

Quanto aos instrumentos de ataque, se tem falado, dentre outros, sobre as Propostas de Emendas Constitucionais números 038/99, 215/00 e 237/13, o Projeto de Lei 1610/96, o Projeto de Lei Complementar 227/12, as Portarias 419/11 e 303/12 e o Decreto 7957/13.

Em relação às teses anti-indígenas, embora estejam sendo usadas de forma exaustiva pelos inimigos dos povos indígenas, a ponto de tornarem-se críveis a alguns cidadãos, são fundamentalmente falaciosas e não resistem a uma análise minimamente criteriosa.

 

Neste sentido, sem pretensão de exaurir o tema, elencamos sete destas teses, buscando identificar e explicitar suas fragilidades fáticas, apontando questões que julgamos importante para entendermos as reais motivações subjacentes às mesmas.

 

 

Tese Anti-indígena número 1: Demarcações de Terras Indígenas beneficiariam interesses internacionais

 

Com esta tese os ruralistas visam desqualificar a luta dos povos pelos seus territórios e, com isso, legitimar e atrair o apoio da população brasileira ao ataque e violências que realizam contra os povos indígenas no Brasil.

 

Ao mesmo tempo, criam uma cortina de fumaça por meio da qual tentam encobrir o fato de que é o próprio agronegócio e seus ascetas que efetivamente servem aos interesses internacionais no campo. O que realmente ocorre é que:

 

O latifúndio, o agronegócio e os ruralistas estão a serviço dos "interesses internacionais". Todas as fases deste setor, desde a produção (sementes, máquinas agrícolas, adubos químicos, agrotóxicos), passando pela industrialização, comercialização e exportação são controladas por empresas multinacionais, que enviam os altos lucros advindos da exploração do território brasileiro para suas matrizes sediadas fora do Brasil.

 

A título de exemplificação, citamos algumas das principais transnacionais e respectivos países sedes beneficiadas pelo latifúndio e pelos ruralistas no Brasil: a Monsanto, a Archer Daniels Midland Company – ADM, a Cargil, New Holland Machine Company (Estados Unidos), Bunge (Holanda), Bayer e Basf (Alemanha), Syngenta (Suíça), Louis Dreyfus Commodities (Franco Inglesa), Raízen (Cosan - Brasil e Shell - Estados Unidos), Del Monte Fresh Produce Company" (Ilhas Cayman).

 

Além disso, é de conhecimento público e notório que milhões de hectares de terras no Brasil vêm sendo adquiridos, sem qualquer tipo de controle, por empresas particulares e governos de diversos outros países.

 

A produção do latifúndio ruralista é subsidiada com recursos públicos e voltada essencialmente à exportação de commodities. Esta exportação é feita sem o pagamento de qualquer tipo de imposto (Lei Kandir). Por isso, para a imensa maioria da população brasileira, o latifúndio deixa como herança apenas o ar poluído pelos agrotóxicos importados, muitos dos quais proibidos noutros países, e o câncer resultante, que se alastra sem controle atacando diariamente milhares de cidadãos e cidadãs brasileiras. A demarcação de terras indígenas impõe limite a este circulo vicioso de lucro externo por meio da exploração do território brasileiro. É por isso que as organizações do agronegócio e os políticos eleitos com o financiamento de transnacionais, a Confederação Nacional da Agricultura e a bancada ruralista no Congresso atacam com tanta virulência os direitos territoriais dos povos indígenas no Brasil.

 

A demarcação de terras indígenas beneficia os interesses do povo brasileiro. As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios são bens da União (Constituição Federal Capítulo II, Artigo 20, Parágrafo XI). As mesmas destinam-se à posse permanente e usufruto exclusivo dos povos indígenas (Constituição Federal Capítulo VIII, Artigo 231, Inciso 2º.), cidadãos brasileiros de pleno direito.

 

 

Tese anti-indígena número 2: os indígenas são manipulados por ONGs, Cimi e CPT

          

Trata-se de uma tese fundamentada em pensamento preconceituoso, discriminatório e racista. Por meio desta tese os setores anti-indígenas visam essencialmente deslegitimar a luta e o direito dos povos e criminalizar organizações e pessoas que lhes apóiam.

 

Os povos indígenas são sujeitos de seus projetos de vida, de suas histórias pessoais e coletivas. Todas as pessoas de boa-fé que conhecem os povos indígenas no Brasil são sabedores de que os mesmos são capazes, pensam por si, tomam e assumem as consequências de suas próprias decisões.

 

 

Tese anti-indígena número 3: está em curso uma "onda" de demarcações no Brasil

 

Trata-se de uma tese de cunho alarmista e totalmente desvinculada do que efetivamente vem ocorrendo no Brasil.

 

O governo Dilma é o que menos demarca terras indígenas desde a ditadura militar. Enquanto a média anual de terras homologadas no governo FHC foi 18 e no governo Lula 10, com Dilma essa média caiu para apenas 05 homologações.

 

Os inimigos dos povos indígenas usam esta tese na perspectiva de conseguir uma moratória absoluta nas demarcações, enquanto atuam para promover mudanças na Constituição Federal, por meio da PEC 215/00, por exemplo, no intuito de inviabilizá-las definitivamente.

 

Tese anti-indígena número 4: a demarcação de terras deve ser aprovada pelo Congresso Nacional por este "representar o povo brasileiro"

 

Os ruralistas querem inviabilizar toda e qualquer demarcação de terras indígenas no Brasil. Almejam rasgar a Constituição por meio das PECs 215/00 e 38/99, a fim de terem nas próprias mãos o poder para não demarcar terras indígenas; não titular terras quilombolas e não criar novas unidades de conservação ambiental de terras indígenas no Brasil.

 

É de conhecimento público que o sistema político eleitoral vigente no Brasil, que permite o financiamento privado ilimitado a candidatos e candidatas, produziu um desequilíbrio profundo na representatividade do Congresso Nacional. E é exatamente a representação ruralista a mais desequilibrada. Os altos financiamentos proporcionados inclusive por multinacionais fez com que os grandes latifundiários, mesmo sendo menos de 0,3 % da população brasileira, conseguissem eleger e ser representados por cerca de 40% dos deputados federais.

 

Por isso, passar o poder de demarcação de terras indígenas para o Congresso Nacional significaria, na prática, o cancelamento definitivo do reconhecimento e demarcação destas terras.

 

 

Tese Anti-indígena número 5: haveria "muita terra para pouco índio" no Brasil

 

Trata-se de uma tese generalista fundada num pressuposto equivocado que considera "o índio" como um ator social uno, quando na realidade o que existe são povos distintos, com organização social, costumes, línguas, crenças e tradições específicas que, juntamente com suas terras tradicionais, são devidamente reconhecidas pela Carta Magna (conforme Constituição Federal Capítulo VIII, Artigo 231). De acordo com o senso 2010 do IBGE, existem no Brasil 305 povos indígenas, falantes de 274 línguas distintas, com uma população de 896,9 mil indivíduos.

 

Por meio desta tese, os ruralistas tentam encobrir o fato de que existem muitos povos indígenas no Brasil vivendo sem terra, acampados e sendo atacados, há décadas, em beiras de rodovias, em diversas regiões do país.

 

A fatídica tese desconsidera totalmente o fato de que 98,47% da extensão de todas as terras indígenas demarcadas estão localizados na Amazônia brasileira e que, portanto, apenas 1,53% localizam-se nas regiões Nordeste, Sudeste, Sul e estado do Mato Grosso do Sul. Em estados como o Mato Grosso do Sul e o Rio Grande do Sul, por exemplo, onde milhares de indígenas vivem em acampamentos às margens das estradas, o percentual de terras na posse dos indígenas é de, respectivamente, 1,26% e 0,4%. Espaço irrisório e evidentemente insuficiente para a vivência física e cultural dos povos. Uma situação de total desacordo com os ditames constitucionais vigentes.

 

 

Tese anti-indígena número 6: os procedimentos de demarcação seriam conduzidos de forma exclusiva e parcial pela Funai

 

Esta tese é usada pelos inimigos dos povos indígenas especialmente na perspectiva de justificar mudanças no procedimento de demarcação, também com a finalidade de inviabilizar o reconhecimento do direito dos povos às suas terras.

            

Ao analisarmos a legislação vigente no país, no que tange a matéria, percebemos com facilidade as deficiências e falácias da afirmação. Senão vejamos:

 

A demarcação das terras tradicionalmente ocupadas pelos índios é uma determinação Constitucional (Constituição Federal Capítulo VIII, Artigo 231). O procedimento administrativo de demarcação de terras indígenas é legalmente previsto e regulamentado pelo Decreto 1775/96.

 

Além da Funai, outros órgãos federais participam do procedimento. A Advocacia-Geral da União (AGU), por meio de seus procuradores federais, lotados nas diferentes instâncias de governo, analisa e oferece pareceres em diversas fases do procedimento, desde o próprio órgão indigenista, passando pelo Ministério da Justiça, pela Casa Civil e a própria Presidência da República. Além disso, também é prevista a participação de estados e municípios no procedimento, ato regulamentado pela portaria 2498/11, do Ministério da Justiça.

 

O relatório circunstanciado de identificação e delimitação de uma terra indígena é um estudo técnico-científico. É produzido por profissionais legalmente habilitados, reunidos em equipe multidisciplinar, coordenado por um antropólogo, que conta também com a participação de historiador, ambientalista, topógrafo e técnicos indicados por governos estaduais (conforme Artigo 2º. §1 a 7 Do decreto 1775).

 

A redação do referido relatório é regida pela portaria nº 14/96 do Ministério da Justiça.

O procedimento de demarcação garante o direito ao contraditório a todos os interessados. Desde o início dos estudos, até noventa dias após a publicação do relatório circunstanciado, todos os interessados podem manifestar-se, apresentando razões instruídas com todas as provas pertinentes, tais como títulos dominiais, laudos periciais, pareceres, declarações de testemunhas, fotografias e mapas, para o fim de pleitear indenização ou para demonstrar vícios, totais ou parciais, do relatório. (Conforme Artigo 2º § 8º do decreto 1.775/96).

 

Mesmo assim, a continuidade do procedimento depende de decisão do Ministro da Justiça que, para tanto, possui três alternativas possíveis. A primeira, aprovar os estudos e publicar a portaria Declaratória da tradicionalidade da respectiva terra indígena. A segunda, pedir novas informações sobre o caso. A terceira, sob justificativas plausíveis, não aprovar os estudos. (Conforme Artigo 2º § 10º do decreto 1.775/96).

 

 

Tese anti-indígena número 7: os não-índios, ocupantes das terras indígenas, seriam expulsos "sem nada", sendo jogados à "beira das estradas", "com uma mão na frente e outra atrás"

 

Por meio desta tese, que também não corresponde à realidade, os ruralistas tentam sensibilizar e jogar a sociedade envolvente contra os povos indígenas.

 

O fato é que todos os ocupantes de boa-fé, ou seja, aqueles que ocuparam a terra sem saber que se tratava de uma terra indígena têm o direito à indenização por todas as benfeitorias construídas, tais como, casas, galpões, cercas, pastagens, árvores frutíferas, áreas florestadas, em valores de mercado, atestados por técnicos especializados.  Da mesma forma, tem o direito a reassentamento de forma prioritária, pelo INCRA, em módulos agrários das respectivas regiões (Conforme Artigo 4º. do Decreto 1775).

 

Isso evidentemente exige que se questione a concentração fundiária brasileira, com a necessária desapropriação de terras do latifúndio. Fato inexistente na atual conjuntura, uma vez que o governo Dilma, no primeiro semestre de 2013, não desapropriou nenhum imóvel rural para fins de reforma agrária ou para reassentamento de ocupantes não-índios de terras indígenas no Brasil.

 

Além disso, todo o ocupante de "boa-fé", portador de títulos de propriedades de terra concedidos pela União ou pelos estados federados, podem ser indenizados por estes títulos. Para tanto, basta que o responsável pela emissão dos títulos – a União ou os respectivos estados federados - reconheça o equívoco administrativo cometido em desfavor dos ocupantes e proceda a devida indenização.

 

Quanto aos ocupantes de "má-fé", ou seja, que invadiram a terra sabendo que se tratava de terra indígena, logicamente não devem ser indenizados. Por terem cometido esbulho e exploração de patrimônio público e coletivo, que sabidamente não lhes pertencia, deveriam indenizar a União e os povos indígenas.

 

A história brasileira demonstra que o latifúndio e os latifundiários nunca tiveram e não tem qualquer tipo de limite no país. Está mais do que na hora da sociedade brasileira impor um limite necessário a estes insaciáveis sujeitos. A democracia no Brasil certamente será muito grata por isso."

 

(Fonte da notícia: Secretariado Nacional – Cimi)

domingo, 18 de agosto de 2013

Festa do Meado de Agosto – fé, tradição e resistência negra

Faz três dias que terminou a Festa do Meado de Agosto.

 

Todos os anos (há cerca de duzentos) ocorre essa festa, no Quilombo Poços do Lunga (Sítio Volta), território regado pelo Rio Lunga e ponto de intersecção entre os municípios alagoanos de Taquarana (onde está localizado), Coité do Nóia, Igaci, Palmeira dos Índios e Belém.

 

Neste ano, foram dois dias de um evento multicultural, centrado na tradição negra do lugar, com programação diversificada. Na véspera (dia 14), crianças e adolescentes da comunidade fizeram oficinas de educação ambiental, e plantaram mudas de árvores nativas, visando à futura recuperação da mata ciliar. Na manhã do dia seguinte, as festividades foram abertas pela procissão de Nossa Senhora da Conceição, padroeira do lugar, seguida do leilão de prendas oferecidas pela própria comunidade.

 

A programação festiva deste ano trouxe uma novidade: pela primeira vez, o ambiente foi energizado com bênçãos e cânticos consagratórios de matriz afrobrasileira. Seguiram-se as apresentações de grupos de capoeira e de maculelê de Poços do Lunga e Mameluco, do Maracatu Raízes da Tradição (Casa Abassá de Angola / Mãe Vera – Maceió), do grupo de dança afro Atitude Negra (Quilombo Carrasco – Arapiraca), do Batuque Yá + Projeto Tambores (Maceió + Quilombo Tabuleiro dos Negros, de Penedo), do Afoxé Oju Omim Omorewá (Maceió e do regueiro Roberto Rasta (Maceió).

 

Coincidindo com a festa católica de Nossa Senhora da Assunção, a Festa do Meado de Agosto, típica daquele povo quilombola de Poços do Lunga, Passagem do Vigário e entorno remanescente quilombola, se trata de uma reminiscência da antiga tradição humana de celebrar a relação com a terra, colhendo o fruto de seu trabalho, isto é, de celebrar a sua cultura. Abraçada pelo poder público, protagonizada pela comunidade e assessorada pela produtora cultural Keka Rabelo – nossa anfitriã, que convidou-nos a fazer a cobertura fotográfica do evento –, essa festa é hoje a síntese da fé, da cultura popular, e da resistência do povo negro no agreste alagoano.

 

Para ver mais fotos do evento, clique aqui.

terça-feira, 23 de julho de 2013

I Encontro Internacional de Literatura Cartoneira

Nos dias 25 e 26 de julho, evento reunirá no FIG escritores e editores de selos cartoneiros de vários países, que fabricam livros em sistema colaborativo com catadores de papelão.

Este ano, o lema que tomará conta da Praça da Palavra, o polo de literatura do Festival de Inverno de Garanhuns (FIG), é a de que "qualquer pessoa pode fundar um selo e criar livros artesanais", como diz Wellington de Melo, coordenador de Literatura da Secult-PE/Fundarpe. A literatura cartoneira, movimento editorial poético, filosófico, político e cultural que nasceu na Argentina, em 2002, com a criação da Eloisa Cartonera, parte desse princípio. Ao utilizar papelão para a confecção das capas de livros, aliando literatura, artes plásticas e consciência ecológica, o movimento vai na contramão do mercado, atuando pela descentralização do comércio do livro.

Além de editoras independentes, os cartoneiros, ou "catadores", como têm sido denominados aqui no Brasil, são coletivos com preocupação social e ecológica. Escritores e artistas juntam-se aos catadores de papelão para confeccionar livros, utilizando a matéria-prima dos catadores para as capas, a fim de valorizar o seu trabalho e desenvolver o seu potencial artístico. O papelão é comprado dos próprios catadores a preços menores do que os do mercado e, quando transformados em livros, são vendidos a valores módicos. O apurado, por sua vez, é distribuído entre escritores e catadores. O movimento iniciado na América Latina já se difundiu pela Europa e tem seus representantes brasileiros, incluindo de Garanhuns.
 
A edição do FIG do ano passado levou o coletivo paulista Dulcinéia Catadora para a Cidade das Flores, deixando como fruto de uma oficina o selo Severina Catadora. Durante a ação, os escritores do município, do coletivo u-Carbureto, se somaram à Associação dos Catadores de Papel, Papelão e Material Reciclável Nova Vida (Asnov), do bairro da Cohab III produzindo a publicação "Severina Catadora", de mesmo nome do selo.

Este ano, o escritor Helder Herik e a catadora Núbia Bezerra, do selo Severina Catadora, estarão no I Encontro Internacional de Literatura Cartoneira, dias 25 e 26/7, junto a nomes de vários países: Nicolas Duracka (Cephisa Cartonera, França), Washington Cucurto (Eloísa Cartonera, Argentina), Daniela Elias (Babel Cartonnière, Bolívia), Amandine Cholez (Yiyi Jambo, França/Paraguai) e Juan Malebrán (Canita Cartonera, Chile).

Os cartoneiros também realizarão workshops de criação de livros artesanais durante o festival.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

A festa no reino encantado de Janete Costa

O Festival de Inverno de Garanhuns, um dos mais concorridos pontos de encontro com a cultura em suas múltiplas linguagens e expressões nesta época do ano, completou seu segundo dia repleto de atividades.


A edição deste ano faz uma homenagem à garanhuense Janete Costa, arquiteta, decoradora e garimpeira da arte popular. Autêntica, pioneira, ela viajou pelo Brasil colocando mais vida na casa dos brasileiros: vida nascida da imaginação e materializada pelas mãos de tantos mestres populares.


Ney Matogrosso abriu a festa ontem bem ao seu estilo: performático e exuberante. De lá para cá, já se apresentaram no palco principal, na Esplanada Guadalajara, a Ópera Bajado, o grupo Gaiamálgama, a Caravana Rabequeiros de Pernambuco, Naná Vasconcelos (Batucafro). Daqui a pouco sobem Zé Ricardo e Paula Lima, DJ Dolores, Orquestra Santa Massa, Chico César, Dado Villa Lobos, Toni Platão e Zeca Baleiro. Isso sem contar as programações dos outros pólos: Cultura Popular, Pop, Forró e Instrumental.


E olhe que ainda falta mais de uma semana para acabar...

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Vai começar o maior festival multicultural do Nordeste

Começa hoje e vai até o dia 27 um dos mais esperados eventos do ano: o Festival de Inverno de Garanhuns. Em sua 23.ª edição, o FIG faz uma homenagem à artista Janete Costa.

 

Nessa época do ano, convergem para a Suíça Pernambucana pessoas dos mais variados sotaques, línguas e linguagens. Rola de tudo no FIG: oficinas, rodas, encontros, palestras, música, artesanato, dança, cinema, fotografia, pintura, cortejos, teatro, literatura, cultura, cultura, cultura... É nas ruas, nas praças, igrejas, parques, calçadas, ônibus, nas áreas urbana e rural, toda atmosfera se torna pluriartística.

 

Como não há eventos desse porte em Alagoas, os alagoanos antenados nas mais variadas expressões culturais encontram no FIG o endereço das artes. Neste ano, faremos a cobertura das programações dos Palcos Guadalajara, Cultura Popular, Pop/Forró, além da Galeria das Artes e da Praça da Palavra.

 

Leia mais:

Confira a programação completa do FIG 2013

Ney Matogrosso volta ao FIG mais exuberante do que nunca

domingo, 14 de julho de 2013

Arapiraca no Parlamento Juvenil do Mercosul

Criado há 3 anos, o Parlamento Juvenil do Mercosul é uma iniciativa que reúne jovens dos países componentes do Bloco, estudantes do Ensino Médio de escolas públicas. O principal objetivo desse espaço é fazer com que a voz da juventude seja ouvida no Parlasul. Dos 26 representantes brasileiros no Parlamento Juvenil, um é arapiraquense. Bruno Lima tem 17 anos e é estudante do IFAL – Campus Arapiraca. Na entrevista, a seguir, ele nos conta sobre a sua participação na iniciativa, as ideias e os projetos que tem defendido para uma educação de qualidade.

 

CRF – O que é o Parlamento Juvenil do Mercosul?


Bruno – O Parlamento Juvenil do Mercosul é um projeto do bloco Mercosul que  também conta com a participação da Colômbia e da Bolívia. Foi criado em 2010, em Montevidéu, na sede do bloco. É um programa que visa a melhoria da educação, visando principalmente o ensino médio, e um espaço onde os jovens estudantes pudessem trocar ideias e tentar, através do projeto, melhorar a nossa e assim chegar ao ensino médio que queremos.

 

CRF – Como foi a seleção que resultou em sua escolha?


Bruno – Ocorreram 3 etapas antes da minha eleição como parlamentar. A primeira foi ainda quando a coordenação da minha escola, Instituto Federal de Alagoas (IFAL) – Campus Arapiraca, anunciou o projeto. Por gostar muito dessa área, me inscrevi e fui aprovado para a disputa da segunda fase, na capital alagoana. Quando cheguei, vi gente de todos os lugares do estado, inclusive alunos do IFAL de outros campi. Recebemos as informações e ao final teríamos que defender um tema do projeto. Defendi o tema inclusão educativa e falei da falta de inclusão dos jovens à escola por falta de estrutura e ensino nas escolas. Venci a etapa estadual e, junto com outras 2 meninas, em menos de um mês embarcamos para a capital federal. Lá passamos 6 dias convivendo com alunos e professores de todos os estados do Brasil, com exceção de Rondônia, ouvindo e principalmente falando sobre nossas dificuldades enquanto estudantes do ensino médio público e, ao final, houve uma votação e, graças a Deus, fui contemplado com o cargo de 2 anos para representar minha Alagoas no Parlamento Juvenil do Mercosul.

 

CRF – Como tem sido a sua atuação, em particular, e quais os atuais encaminhamentos do Parlamento Juvenil?


Bruno – Graças ao IFAL, os meus projetos tem dado muito certo também em parceria com 5ª coordenadoria de educação, porque não é fácil representar os estudantes e sabemos que a educação em Alagoas não vem se destacando. Minha missão é ouvir os alunos e através de cartas elaboradas por mim e pelos parlamentares dos outros estados e enviar ao MEC para que providências sejam tomadas. Meu projeto do IFAL denominado "Ensino Médio Alagoano" vem me ajudando bastante. Aproveito o espaço também e agradeço às pessoas que vêm deixando esta caminhada um pouco mais fácil, sempre me dando apoio e ajudando em todos os momentos.

 

CRF – Qual a importância do Parlamento Jovem para a integração dos tão diversos Países que compõem o bloco?


Bruno – Temos em nosso quadro de temas o eixo denominado integração latinoamericana. Nos faz refletir e pensar em diminuir as fronteiras entre os países do bloco, também para mostrar a harmonia dos países e que o MERCOSUL não é apenas um bloco econômico, mas sim amigos vários bens em comum. Um deles: a educação.

 

CRF – Você faz parte de uma geração que não conheceu o mundo sem a internet. Como você tem encarado as crescentes manifestações no Brasil e no mundo, e qual o papel das mídias sociais nesse processo?


Bruno – Acho o mundo não vive mais sem a internet. A internet, quando usada devidamente, é magnífica. As manifestações são de suma importância para mostrar que o povo também tem força, que o povo não aguenta mais absurdos cometidos por alguns capitalistas, e o governo sempre baixando a cabeça. Cheguei a participar das manifestações a favor do passe livre e contra a PEC-37. Porém, em minha visão, hoje as manifestações em alguns lugares do Brasil está sendo comandada por alguns partidos em oposição ao governo. E temos que ter cuidado com alguns veículos de comunicação para não invertermos nossa ideologia. É preciso pesquisar, e a internet está a nosso favor para que não sejamos apenas marionetes do governo.