É justo isso?

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sexta-feira, 25 de maio de 2007

Trialética

O primeiro lançou o conceito
O segundo negou o primeiro
O terceiro negou o segundo

O primeiro foi reafirmado
O segundo lapidou o primeiro
O terceiro jogou a semente

Primeiro segundo terceiro
Terceiro segundo primeiro
Primeiro terceiro segundo

Trilogia de uma mesma identidade

Concremestível

Moço!
Por favor,
me dê um x-burguer!

Mas sem argamassa,
sem reboco,
sem emboço de azulejo,
e nem forro em PVC.

Coloque um pouco de concreto,
só um lastro de madeira,
e capriche na pintura.

Nesse sonho de ter uma casa própria,
coloque uma pitada de absurdo.

Bem passado.

Obrigado.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Alta percepção

Foi o Cooper quem chamou a minha atenção.
Fez-me ver que é besteira sonhar com alturas,
Já que lá de cima o céu se faz chão...

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Filosofia da periferia

Essa pérola eu ouvi de um "maluco" lá da Ribeira:

"A alegria do ligado é a nóia. A do careta, é o boato."

Fora, Téo Vilela! Téo Vilela, Fora!

Se antes tínhamos apenas nossas reivindicações pelo cumprimento da lei justamente conquistada pela classe trabalhadora de Alagoas como alavanca do processo de desmascaramento do Governo Téo Vilela, agora temos um novo e crucial elemento que reforça nossa iniciativa: as imoralidades que envolvem o nome do Senhor Governador e do Senhor Presidente do Senado Federal no escândalo do bigodudo empreiteiro que é dono da Construtora Gautama.
Temos de agradecer ao Téo Vilela pelo fato de mais uma vez o Estado de Alagoas aparecer no mar de lama do cenário nacional (já que o Collor está muito chato para posar de corrupto).

***

Agora, depois do agradecimento, cantemos a paródia da música do Jacinto Silva, que diz:

"Fora, Téo Vilela! Téo Vilela, fora!
Fora, Téo Vilela - pague o povo - e vá embora!"

Cocada

Você conhece o companheiro Cocada?
Ele é dali da Jatiúca
Batizado por Boneta
Já jogou no CSE
Xerocou na Kariri
Se dá bem com todo mundo
Tira onda pra caramba
Ri da venta do Maraca
É casado com Heloilda,
É pai coruja da Yndira
É um cara solidário
Todo mundo gosta dele
Luta e rala todo dia
Como todo brasileiro

Observação:
Ele sempre vem com aquela de complexo de Édipo.
Vá cair na lomba do Cocada.
Dê uma de besta e o cavalo lhe coma.

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Esclarecimentos sobre o acidente que sofri

Gente, presta atenção!
Sofri um acidente motociclístico (quase me lasco!), na última sexta (18/05/2007), numa derrapada em pista molhada, em Palmeira de Fora, enquanto pretendia ir para a escola onde ensino, em Canafístula de Frei Damião.
O capacete salvou minha cabeça e recomendo que sempre o usem!
Ainda bem que só fraturei o pé esquerdo, mas no mesmo dia, ou melhor, na mesma e inteira noite, dancei forró que só a beleza.
Na manhã do outro dia, sem ter dormido, fui à Aldeia Indígena da Mata da Cafurna, na Serra da Boa Vista, acompanhando alguns alunos do curso de História da UNEAL.
Fui de carro, mas voltei a pé.
Já estou sem tala, com meu pé bom e recuperado novamente, pronto para continuar dançando (nunca pronto para outro acidente!)
Podem me chamar de osso duro de roer...

Mas tudo isso fez-me lembrar de um provérbio africano que diz:

"NÃO PARAMOS DE DANÇAR PORQUE ENVELHECEMOS.
ENVELHECEMOS PORQUE PARAMOS DE DANÇAR!"

terça-feira, 15 de maio de 2007

Infinitos valores...

Às vezes fico pensando, divagando, devagar quase parando, em alguma idéia de algum filósofo em alguma época... Mas há um que só me faz lembrar das aulas de Matemática que tive em 1999, na eterna turma 2221-B, Edificações + Ensino Médio, com o Professor Luís Galdino. “Num intervalo de uma reta real, nós temos infinitos valores!”, dizia ele enfaticamente enquanto desenhava bolas abertas ou fechadas distribuídas numa reta perfeccionistamente desenhada à mão pelo dito cujo.
O filósofo em questão é um eleata antigo, chamado Zenon (ou Zenão, como preferir), que parece ter sido o primeiro maluco a pensar nessas coisas. Vejamos só: para um objeto percorrer determinado caminho, ele precisa percorrer a metade desse caminho. Para percorrer a metade, precisará percorrer a metade da metade. Para percorrer a metade da metade (um quarto, para ficar distinto e bonito), é preciso percorrer metade da metade da metade, ou um oitavo (pegando a moda) desse caminho, e assim sucessiva e divisoriamente.
Vamos sempre tender ao infinito desse jeito... E vamos chegar a um momento em que o objeto nunca saiu do ponto de lançamento, se é que você me entende...
Faça o teste prático: pegue uma pedra e atire na cabeça da sua sogra. Veja o que acontece!

DESALDEÍNDIO

Subi, noiteontem, pela Mata da Cafurna.
Desci, hoje cedo, pela Serra do Coité.
Cantando na fazenda em que se dança o Ouricuri,
Capelei no Boqueirão e me vi desaldeado...

UJS, Congresso da UNE e fraudes em Palmeira dos Índios

As eleições para a escolha de delgados e delegadas que iriam representar os estudantes da UNEAL de Palmeira dos Índios no 50.º Congresso da União nacional dos Estudantes - UNE foram marcadas pela fraude no processo democrático e deliberativo. Senão, vejamos:O Edital de Convocação das eleições foi lançado no dia 18 de abril e as inscrições de chapa já seriam no período de 18 a 20 de abril, sem divulgação, sem o envolvimento da classe estudantil, ausência das discussões que despertassem o interesse dos estudantes, e com sérias e profundas contradições com o Regimento do Congresso, criado ao bel-prazer de um pequeno grupo que se diz ligado à União da Juventude Socialista (UJS).Discordando da prática política que usa a burocracia para fugir do debate de idéias e manipular a opinião dos estudantes, é que manifesto aqui o repúdio de quem não é cúmplice nem omisso ante ao semear de práticas viciosas e viciadas - fonte de todos os males e corrupções na vida política!

segunda-feira, 14 de maio de 2007

MONOCANA

Observei da janela
A monocultura da cana
- Que engana!
- Que usurpa

os frutos
do ventre
da terra.

E que nega
a dignidade
e a força
da foice
que corta o caniço da planta

E acaba ceifando
A vida
A alma
E lacerando a carne

De quem produz para o dono
Do engenho e da grana
- Que engana!

E que mistura com sangue...
... O melaço da cana!

(Palmeira dos Índios - Maceió, pela BR-316, trecho entre Marimbondo e Atalaia, em 07/02/2007)

sábado, 12 de maio de 2007

Palmeira dos Índios - A Cinderela do Sertão

Todo mundo conhece a estorinha da Cinderela. Trata-se daquela menina oprimida pela madrasta, para a qual apareceu uma fada-madrinha que concedeu-lhe sapatinhos que a transformaria numa bela princesa (pelo menos uma mocinha mais apresentável nas festas promovidas pela classe dominante). Pois bem. Hoje eu comparo Palmeira dos Índios com a Cinderela.Oh, cidade que não consegue garantir a continuidade de nenhuma ação que dá certo...!Vez por outra surge alguma fada travestida de grupos políticos os mais diversos, oferecendo sapatinhos mágicos que coloquem a cidade nos trilhos do desenvolvimento.
O fato é que vemos florescer ações isoladas, que não partem do conjunto da sociedade e nem contemplam a transformação da mesma para melhores condições e qualidade de vida. Elas acabam sendo plenamente controladas por pequenos agrupamentos políticos isolados, que agem como maquiadores com o propósiio apenas de preparar a Cinderela para os bailes da vida, mesmo que ela permanecesse morando entre as misérias da vida... Passada a festa, a bichinha às pressas perde até um dos sapatos, correndo manca ao seu mundo degradante e degradado.A desoladora situação de nossa cidade se deve à falta de prosseguimento de práticas louváveis, de uma maior atenção e respeito às prioridades básicas de um município que quer reviver (e isso é possível!) os tempos áureos da auto-estima de do orgulho de ser palmeirense. Isso sem falar de um obstáculo ainda maior: a falta de coragem e ousadia em avançar em propostas que dão certo, e desinteresse em alternativas que não devolva aos grupos políticos os benefícios imediatos e práticos na construção e manutenção de uma candidatura. Numa palavras: tudo coisa eleitoreira!Se chamamos Palmeira dos Índios de "Princesa" (até mesmo de uma área geográfica à margem de seu alcance territorial, no caso, "do Sertão"), então devemos nos empenhar, com muita participação político-popular, para fazê-la encontrar o seu sapatinho e acerte o passo do desenvolvimento econômico-social. Isso antes que irreversivelmente seja tarde demais, e a carruagem da Cinderela acabe de novo virando abobrinha...

O Brasil que queremos: Um Brasil que mostre a sua cara

Certamente o trecho da emblemática canção do poeta Cazuza bem sintetiza os nossos anseios ante a reflexão sobre o país que queremos. Queremos sim ver a cara do Brasil. Mas, qual cara?As inúmeras máscaras que denunciam a falência do modelo neoliberal requerem que redesenhemos para o Brasil uma nova proposta de desenvolvimento, apreendendo-o em todas as suas dimensões, muito além da perspectiva econômica que reduz cidadãos a meros consumidores, e o Estado, a um indecente balcão de negócios.É preciso sim fazer o país crescer economicamente. Mas garantindo o envolvimento do conjunto da sociedade, avançando na proposta de diminuição das desigualdades. Não podemos tão-somente nos preocupar em fazer crescer a economia, devorar nosso patrimônio natural em detrimento de alguns privilegiados, enquanto a base da pirâmide social permanece sendo oprimida.Se não se amplia o acesso aos direitos sociais, valorizando setores estratégicos e primordiais para a construção de uma nova sociedade, tais como educação e cultura, maquia-se uma face estarrecedora do Brasil, que não queremos mais contemplar de jeito nenhum! O PT, o Governo e os movimentos sociais devem cumprir o papel de conduzir esse processo de reforma, fortalecendo o diálogo e o compromisso com os avanços que precisam ser efetivados.Esse novo Brasil, de face cheia de ternura e resistência, tem sido vislumbrado no cotidiano da luta pela (e em defesa da) terra; pela conquista e pela garantia dos direitos dos trabalhadores, dos estudantes, da criança, do adolescente, do jovem, do idoso, da mulher... Pela construção de uma nova cultura da inclusão e da solidariedade.Queremos preservar não só o meio ambiente (em tempos de aquecimento global, principalmente), mas o ambiente inteiro, incluindo-se nele a pessoa humana e sua dignidade.A cara do Brasil que queremos é a da juventude combatente, sem maquiagens que iludam ou que façam vender (sempre vender, consumir) uma imagem falsa de nossa gente. Uma cara, se necessário for, pintada para a luta, como corajosamente fizeram e fazem nossos povos indígenas. Uma cara alegre e resistente, como a de nosso povo negro que aprendeu a fazer do tropeço um passo de dança. Uma cara corajosa de quem se expõe ao sol e semeia na terra o alimento, construindo um povo forte na vida e no sonho.É necessário que o PT seja e busque ser um agente de transformação a partir da permanente participação nas lutas e conquistas sociais, que consolidam as mudanças necessárias para a estruturação e efetivação de um Estado democrático-popular.Esse Brasil, desmascarado, mas cheio de caráter, deve servir de parâmetro e paradigma para a nossa caminhada como o Partido que quer protagonizar as profundas transformações da realidade brasileira.

*Rogério é filósofo, Professor da Rede Pública Estadual de Alagoas e da Faculdade S. Tomás de Aquino (FACESTA), Ex-Secretário Municipal de Cultura, Turismo e Esporte de Palmeira dos Índios, Secretário de Comunicação do Diretório Municipal do PT.*Artigo enviado em 7 de março de 2007

(Artigo originalmente publicado na Tribuna de Debate. http://www2.fpa.org.br/portal/modules/news/article.php?storyid=3455)