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sábado, 30 de junho de 2007

Por que há tanta corrupção no Brasil?

Pronto! Achamos uma frase que sintetiza bem uma explicação para se praticar tanta corrupção no Brasil:

"É a impunidade que anaboliza a corrupção, a convicção que todos têm de que não haverá punição. Mais do que modernizar e atualizar leis, precisamos de resultados no combate à impunidade."
(CALHEIROS, Renan. A ética necessária. In: Retratos Brasileiros. Brasília: Senado Federal, 2002)

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Sísifo ainda rola

Segundo a mitologia grega, mais precisamente na Odisséia, atribuída a Homero, Sísifo foi um rei de Corinto, condenado por Hades, deus dos mortos, a rolar uma pedra gigante ao topo de uma montanha.
Pobre Sísifo... Não havia na mitologia um Newton que pudesse explicar que a gravidade era a maior inimiga do monarca coríntio, que deve ter se visto doido quando o monolito voltou ao ponto de partida na primeira vez, e assim em sucessivas tentativas que logo se tornariam eternas...
No livro Le mythe de Sysiphe, Albert Camus utilizou a alegoria de Sísifo como metáfora da condição humana, que traz consigo o absurdo de uma existência que nos exige esforço, apela à nossa vontade, mas não atinge uma realização plena.
A questão é saber se daríamos o melhor de nós nesse esforço de rolar a nossa pedra existencial até seu destino virtual.
Pelo menos, Sísifo deu...

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Anti-comércio

Foi aos 16 anos que deparei-me com um primeiro conceito de "anti-comércio".
Claro que foi um conceito troncho, pois veio de ninguém menos que o Carlos da Ultradata, a quem carinhosa e secretamente chamávamos de "Faquir". Sim, porque este grande empresário da área da informática de Palmeira dos Índios (o pioneiro, por sinal), passava o dia inteiro em casa, deitado com seu corpo esquálido num sofá, diante do micro, fumando cigarros sem conta, nu da cintura para cima, só faltando mesmo os pregos para completar a caracterização do tipo hindu globalizado.
Em '98 ganhei um computador da minha mãe, comprado ao Faquir. Pois, por desatenção, o cara acabou nos vendendo a máquina a preço de custo, e ainda com desconto. Ou seja, ele não lucrava nada, e ainda saía perdendo com a venda.
"Mas, Carlos - tentava argumentar a Liduína (secretária, diretora financeira, sócia e então esposa do Faquir) -, você não vê que essa transação está errada? Que não faz o menor sentido?"
O Faquir, bruto como um suricato geneticamente emendado com um cavalo, muito seguro de si e de seus atos, jamais admitia um erro e por isso mesmo mandava brasa para cima da coitada:
"Putaquipariu, Liduína! Eu sei muito bem o que estou fazendo! Estou fazendo anti-comércio!!!"

Com a palavra para analisar esse fato e esse conceito, todos os interessados, de Adam Smith a Karl Marx...

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Tia Luíza: quinze dias de saudades...

Hoje faz quinze dias que faleceu minha tia-avó materna Luíza Vicência dos Santos, vítima das conseqüências de uma queda de um corpo enfraquecido pelo peso de 87 anos de idade.
Com Tia Luíza fenece a última pétala da flor que brotou do amor dos ancestrais Ezequiel Mélo e Vicência Maria. Ela foi a última descendente direta de meus bisavós a nos deixar com saudades de uma geração marcada pelas vivências de praticamente todo o século XX: seca, fome, sofrimento e resistência, das quais nos restarão lições a serem seguidas agora ainda mais, já que nos caberá, aos remanescentes dessa nova era, o papel de preservar as antigas memórias da família e construirmos as nossas, com nossos sonhos de futuro.
Penso que finalmente minha bisavó deve estar muito feliz, tendo ao seu lado todos os filhos e filhas: Tio Virgílio, Tia Celina, Tia Dodô, Ti' Zé (todo mundo tem um Ti' Zé!), Vovó Maria Vicência (tão lindo nome!), e aquela caçula que nunca pôde ter nos braços - a mesma que também nunca experimentou chamar alguém por mãe...
Hoje Tia Luíza vai ao encontro da família originária, vivendo a eterna alegria do reencontro com quem sempre acreditou que iria estar, na Santa Glória, um dia...