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domingo, 18 de dezembro de 2011

A pitombeira do encontro: um lugar da memória ameaçado de extinção

Nos festejos natalinos de 1927, os olhos de uma normalista maceioense transtornaram o então prefeito eleito da cidade de Palmeira dos Índios, cuja trajetória se tornou um dos mais comentados casos da estreia de um romancista no campo literário. Graciliano Ramos, aos 35 anos de idade, conheceu Heloísa Medeiros, de 17, que se tornaria, menos de dois meses após o ocorrido, a sua segunda esposa.

A moça estava em Palmeira dos Índios a convite do pároco, o padre Macedo, e, enquanto arrecadava donativos para a festa da padroeira, Nossa Senhora do Amparo, topou com o homem de quem receberia as mais sinceras cartas de amor. Na carta de nº 60, temos o seguinte relato do escritor enamorado: "Domingo dei uma volta pela estrada de ferro e à tarde vim pela Pitombeira. Vi a casa onde nos encontramos naquele dia em que vocês andavam cavando galinhas e ovos para Nosso Senhor Jesus Cristo. Recordei os beiços da Nenen Machado, horrivelmente pintados, a aguardente, os cajus, o Chico e o João Pinho. Enquanto pensava nessas coisas, ia conversando com o Audálio e com o dr. Rios (creio que é Rios que ele se chama) a respeito da cocaína, do amor, das estrelas e de almas do outro mundo. À noite estava com os pés doendo. Mas parece que não foi por causa da conversa: deve ter sido efeito da caminhada".

A pitombeira referida no excerto acima era do sítio de Manoel Gomes da Silva, e denominava, naquele tempo, o logradouro onde está localizada. Hoje, a antiga Rua da Pitombeira se chama Manoel Gomes, que teve o terreno desapropriado para se construir, na década de 1940, o Colégio Pio XII. O enorme prédio pertence atualmente à diocese, e serve a encontros de formação, retiros espirituais e eventos congêneres. A pitombeira do encontro ainda está no mesmo lugar, do lado de dentro dos muros do atual Centro de Treinamento Pastoral Pio XII, embora sua existência esteja ameaçada.

É que o velho prédio do Pio XII está em reformas e, como se observa na imagem que ilustra esta matéria, feita pelo engenheiro palmeirense Marcos Parreco, as mudanças também passam pelo corte das árvores que tradicionalmente o entornam. Uma delas é a antiga pitombeira, que nunca deu uma pitomba na vida, mas que é um ponto turístico da cidade, um lugar onde se cruzam as memórias pessoais e de grupos – como ensina o historiador Pierre Nora – e que carece de preservação permanente, não de que lhe ceifem a vida!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Palmeira dos Índios: Princesa do... Sertão?

Frequentemente encontro pessoas questionando o porquê de Palmeira dos Índios ser chamada de "Princesa do Sertão", se ela está no Agreste de Alagoas. Uma explicação conhecida para o fato, sugerida pelos pesquisadores Adelson Lopes, Tiago Silva e Ana Cristina, no livro "Mata da Cafurna: Tradição e Cultura do Povo Xukuru-Kariri", de 2008, diz que o cognome, dado à cidade no século XX, se justifica, além da referência à grande importância que teve o município na economia alagoana, por causa de a cidade ser localizada, segundo a classificação do IBGE, na Zona Fisiográfica do Sertão, mesmo que situada na Mesorregião do Agreste de Alagoas.

Podemos concordar em parte com o argumento desses autores, mas é necessário destacar que a hipótese da classificação atual seria plausível somente se Palmeira dos Índios tivesse sido coerentemente cognominada "Princesa do Agreste". Como não foi o caso, apuremos de onde veio o apelido que dá a ideia de que Palmeira dos Índios é sertão. Teria sido um erro geográfico dos que, a princípio, assim se referiram a ela?

Segundo Dimas Oliveira, foi Rui Barbosa (1849-1923) quem cunhou o título, em 25 de dezembro de 1919, para render homenagem à cidade de Feira de Santana. Depois desse episódio, como aconteceu em Palmeira dos Índios a partir de então, cidades do hinterland de outros estados passaram a receber esse mesmo epíteto: Caetité e Conceição do Coité, também na Bahia; Nossa Senhora da Glória, em Sergipe; Serra Talhada, em Pernambuco; Carolina, Caxias e Colina, no Maranhão. Até o sudeste tem também as suas "Princesas do Sertão": Montes Claros e Uberaba, em Minas Gerais; e São José do Rio Preto, em São Paulo.

Devemos ter em mente que o "sertão" empregado no discurso de Rui Barbosa durante a sua segunda campanha à presidência da República, é uma denominação que já foi muito comum para designar qualquer lugar interiorano, distante do litoral, como sugere essa palavra em sua estrutura etimológica e em sua aplicação, antes que o IBGE dividisse o Estado de Alagoas nas zonas fisiográficas da Mata, do Agreste e do Sertão – até porque este instituto só seria criado em 1937.

Segundo Antônio Geraldo da Cunha, "agreste" é um adjetivo "relativo ao campo". Este filólogo compartilha com a definição de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, ao dizer que "sertão" significa a "região agreste, distante das povoações ou das terras cultivadas", mas adiu que o termo seja de origem etimológica obscura.

Gustavo Barroso encontrou a etimologia da palavra "sertão" no Dicionário da língua bunda de Angola, de 1804, elaborado pelo frei Bernardo Maria de Carnecatim: o verbete "muceltão" e sua corruptela "certão" significam locus mediterraneus, ou seja, "lugar no meio de terras". A historiadora Walnice Nogueira Galvão acrescentou que "na língua original era sinônimo de 'mato', sentido correntemente usado na África Portuguesa, só depois ampliado para 'mato longe da costa'. Os portugueses levaram-na para sua pátria e logo trouxeram-na para o Brasil, onde teve longa vida, aplicação e destino literário".

O título "Princesa do Sertão", cantado no hino oficial do município e evocado num dos slogans da atual administração, foi algo da tradição da cidade que não escapou da ironia do então prefeito Graciliano Ramos, como se nota no seu famoso relatório de 1930. Ao discorrer sobre a decadência da produção do município, o Mestre Graça asseverou que "o palmeirense afirmava, convicto, que isto era a princesa do sertão. Uma princesa, vá lá, mas princesa muito nua, muito madraça, muito suja e muito escavacada".

Nada mais atual.



Referências

BARROSO, Gustavo. Vida e história da palavra sertão. Salvador, Núcleo Sertão/UFBA, 1983.

CUNHA, Antônio Geraldo. Dicionário Etimológico Nova Fronteira. 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986.

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário (Aurélio) da Língua Portuguesa. 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986.

GALVÃO,Walnice Nogueira. O Império do Belo Monte. Vida e morte de Canudos. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2001.

MOREIRA, Ana Cristina de Lima; PEIXOTO, José Adelson Lopes; SILVA, Tiago Barbosa da. Mata da Cafurna. Tradição e cultura do povo Xukuru-Kariri. Maceió: Catavento, 2008.

OLIVEIRA, Dimas. O epíteto Princesa do Sertão. Folha do Estado, Feira de Santana, 18 set. 2007. Disponível em: <http://oliveiradimas.blogspot.com/2007/09/o-epteto-princesa-do-serto.html>. Acesso em: 19 set. 2007.

RAMOS, Graciliano. (Obra completa, v. 1) Viventes das Alagoas. Rio de Janeiro: Record, 1992.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Não temais o papel de profetas!

"A Besta é o que somos, quando a vida vale um frete" (Luciano José).


Isso nunca havia acontecido comigo. Em pouco mais de 24 horas, meu blog teve mais de mil e quinhentos acessos. Tudo por causa de um relato sobre o que vivi no domingo passado, que acabou se constituindo num caso que pode ser chamado de "situação-limite" – um daqueles momentos em que as suas convicções mais enraizadas são postas à prova. O que fazer nessa hora? Geralmente, não há mais de duas escolhas: você pode fazer vista grossa, ou denunciar o que lhe indigna. Optar pela primeira precisa de uma boa dose de covardia. Ora, não foi assim que ninguém me ensinou! Apesar de não me filiar a nenhum credo religioso, minha formação ética é essencialmente cristã. De meus ancestrais, recebi a lição de que eu deveria procurar ser na vida poeta e profeta: que eu deveria gostar de música, de flores, de bichos, das pessoas, mas que também precisaria ter a coragem necessária para denunciar a corrupção da humanidade. Então, naquele momento em que testemunhei, como tantas outras pessoas que ali estavam, o ato covarde de mãe e filha, respectivamente motorista e cobradora de um veículo que transporta passageiros no trecho Palmeira dos Índios – Arapiraca, que agrediram uma passageira com perturbações mentais e depois vieram intimidar minha esposa e a mim por termos filmado o depoimento da agredida, não tive outra atitude a não ser me indignar contra tudo aquilo.

Diversas pessoas entraram em contato comigo depois do acontecido, expressando a sua indignação, mas houve também quem dissesse que eu estava caluniando. Por que eu inventaria que vi uma mulher ser agredida por outras duas? Mereci até uma lição de jornalismo, já que fui alertado para o fato de meu vídeo não dizer muita coisa, apenas o relato de uma pessoa mentalmente perturbada. Infelizmente, ele não serve de prova de que a mulher foi realmente agredida pela agressora. Mas o fato aconteceu, é verdadeiro, e eu escrevi sobre ele. Defenderei o que vivenciei em qualquer lugar do mundo. Jamais escreveria sobre um fato sobre o qual eu não tivesse certeza. Por isso mesmo, até escrevo pouco. Lamentarei profundamente, pelo resto da minha vida, não ter feito a imagem da covardia acontecendo... Mas eu faria tudo de novo, e tenho plena certeza de que vocês fariam a mesma coisa, se ali estivessem!

Agradeço a cada pessoa que se manifestou, que deu crédito às minhas palavras, que compreende o que sofrem os passageiros do transporte público alternativo no Estado de Alagoas, principalmente os que transitam entre Palmeira dos Índios – Arapiraca. Graças à indignação de todos vocês, o problema do desrespeito para com os que necessitam desse serviço ganhou evidência.

Para terminar, dedico aos que não perderam a compaixão neste mundo onde a violência se banalizou, o pedaço de uma canção do padre Zezinho, que nos recorda o seguinte:

Não temais os que gritam nas praças
Que está tudo perfeito e correto
Não temais os que afirmam de graça
Que vós nada trazeis de concreto
Não temais o papel de profetas
Que o papel do profeta é falar
Tende medo somente do medo
De quem acha melhor não cantar

domingo, 4 de dezembro de 2011

Covardia: Mulher com perturbações mentais é agredida por motorista e cobradora de van do trecho Palmeira dos Índios - Arapiraca (AL)



Não é de hoje que se fala do desrespeito com que são tratados os passageiros da linha Palmeira dos Índios – Arapiraca. Em nome do lucro, abre-se mão da segurança, abarrotando-se as pessoas além da capacidade permitida. Se alguém duvida de que a enorme quantidade cabe no transporte, a resposta é direta: "Aqui é que nem coração de mãe: sempre cabe mais um!". Se alguém reclama do incômodo de viajar quase sentado nas pernas de estranhos, a resposta é arrogante: "Se quiser andar sem aperto, compre um carro!". Mas só que não é bem assim, pois os transportadores têm uma concessão do Estado para prestar o serviço – que é um direito público e fundamental: o direito de ir e vir –, estando, portanto, submetidos às leis que zelam pela segurança, conforto e bem-estar dos passageiros.

O que testemunhei hoje foi um desrespeito estendido além do inconveniente de sempre, um ato bárbaro que fere de morte a dignidade humana: a motorista e a cobradora, mãe e filha, respectivamente, na Rua Manoel Leão (Centro), surraram uma passageira mentalmente perturbada, porque a mesma embarcou sem ter dinheiro para pagar a passagem.

Minha esposa e eu descemos do transporte no ponto terminal, e caminhávamos pela referida rua, que estava aparentemente deserta. De repente, gritos, berros, súplicas... Ó gente! O que era aquilo? Quando paramos para ver, as agressoras entraram no veículo e partiram, deixando para trás uma mulher que chorava feito criança. Passando por nós, que estávamos próximos à esquina de acesso à Concatedral, a motorista, que responde pelo nome de Dona Quitéria, descabreada e cinicamente sorrindo, disse-nos: "Ó... Ela não queria não, pagar a passagem...", e meteu-se! Foi-se embora!

Fomos em direção à mulher em prantos, muito abalada. Ela não tinha os dois reais de que necessitava, mas isso era o de menos. Certamente não faltaria quem a ajudasse nesse sentido, como não lhe faltou naquele momento. Uma pequena aglomeração de indignados se formou ao redor dela, deu-lhe água, e ouviu sua história. Não há dúvidas de que se trata de um ser humano necessitado de caridade, que já levou muita surra da vida, e, naquele momento, por volta das 13h30, havia levado mais uma: uma porrada no meio das costas, como ela nos afirmou, além de ter tido uma pulseira artesanal roubada pelas agressoras.

Pouco depois, as agressoras reapareceram na rua. Fizeram um balão, e pararam na esquina, agora tomada de curiosos. A motorista negou tudo. Ao ver que eu estava filmando, pisou na tábua e foi-se embora novamente. A agredida, já mais calma, encontrou um senhor, membro de um grupo da Igreja, que se prontificou a conduzi-la seguramente até o terminal rodoviário.

Quando minha esposa e eu sentamos para almoçar, num restaurante próximo de onde tudo aconteceu, quem apareceu preocupadíssima com os registros imagéticos que fizemos foram as agressoras. Elas já têm má fama nesse sentido, e pude perceber o porquê mais de perto. A Dona Quitéria veio me perguntar com que direito eu a filmei sem autorização. Respondi que filmei algo que estava acontecendo publicamente, e se ela se sentisse ofendida com o material que produzi, me processasse, pois ela tinha esse direito. Como nada do que ela me dizia me fazia temer qualquer atitude de minha parte, a filha entrou na história, para xingar a agredida de louca. Como era que nós, estudados, dávamos valor à conversa de uma pessoa daquela qualidade, sem juízo? "Se ela é doida, tem que estar no hospício", disse a agressora mais nova, orgulho da mãe por fazer Direito no IESC. "Pois quem agride gente tem de estar na cadeia", sugeri eu. "E vou colocar os fatos na internet", prometi. No fundo, elas estavam tremendo de medo, já que a mesma Dona Quitéria já tem passagem pela polícia, por aprontar de seguir seus princípios e aplicar seus métodos violentos. Não sei como essa pessoa ainda circula por aí conduzindo vidas alheias.

Então, cá estou indignado, assim como todos os que presenciaram a horrível cena. Não é o tipo de coisa que eu desejo compartilhar com os outros, mas é dever moral denunciar a covardia instalada em nossa sociedade para que essa gente saiba que, não importa o quanto se queira esconder o malfeito, sempre vai haver um olhar atento e uma voz destemida em favor dos oprimidos.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

I Semana de Música de Arapiraca

Começou!
A maratona de eventos artísticos que a compõem se inicia apenas amanhã, mas, para nós, para a equipe de produção colaborativa que irá cobrir os acontecimentos com textos, fotografias e vídeos, a I Semana de Música de Arapiraca já está inaugurada.
A proposta de cobertura colaborativa nos foi apresentada por Dayane Teles, que viveu experiência semelhante em Brasília, na Teia (encontro nacional dos Pontos de Cultura) da qual ela participou recentemente. Para esta iniciativa inédita na cidade de Arapiraca, foram selecionados sete jovens: Isabela Santos, Jéssika Silva, Julliany Silva, Nikolaus, Paulo Cândido e eu. É gente que mexe com teatro, com música, com audiovisual. Gente da UFAL, da UNEAL. Há estudantes e professores. Nenhum é jornalista profissional, mas todos exercitam a comunicação através de suas artes, de seus ofícios.
Daqui até o dia 19, estaremos compartilhando com vocês as nossas vivências nas oficinas e nas apresentações, nos bastidores e no meio do público, preservando em letras, imagens e sons toda a emoção que um encontro com a boa música é capaz de despertar.
Amanhã, teremos um encontro marcado: às 19 horas, na Tenda da Cultura da Praça Luiz Pereira Lima (praça da antiga Prefeitura). 
Até lá!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Na fila do Banco do Brasil...

Ontem, pela manhã, ficamos mais de uma hora numa das imensas filas da agência do Banco do Brasil em Palmeira dos Índios.
Não havia menos de cem pessoas abarrotadas - na imensa maioria, idosos - ali dentro, à espera de serem atendidas no único caixa eletrônico (entre tantos inúteis) que operava com a opção de saque.
Ora, o respeito pelo tempo dos outros é uma cortesia que se impõe, e a legislação prevê também o tempo máximo de espera para o atendimento ao cliente, mas é frequentemente desobedecida. 
As máquinas, além de diminuir a oportunidade de empregos, só têm mesmo garantido com eficiência o lucro dos banqueiros. O serviço, pelo que se observa no caso de Palmeira dos Índios, tem piorado, e muito.

domingo, 30 de outubro de 2011

Graciliano Ramos: um ilustre esquecido em Palmeira dos Índios

Das duas, uma: ou a atual administração de Palmeira dos Índios é ignorante, se não souber que a semana na qual coincide a data do nascimento de Graciliano Ramos (27 de outubro) compõe o calendário oficial do município, ou é de má-fé, se souber e fazer de contas que a data não existe.

A não realização da Semana Graciliano Ramos, especialmente neste ano em que são celebrados os 75 da publicação de "Angústia", é mais um dado a confirmar empiricamente a falência de um modelo de gestão que não privilegia a cultura como estratégia de superação das desigualdades sociais. Um dos feitos mais escandalosos desse modelo foi a "limpeza" da Biblioteca Pública Municipal: com o argumento de que alguns livros estavam muito "velhos" e que o acervo carecia de outros "novos", foram descartadas obras raras, como exemplares da única edição publicada de "Terra dos Chucurus", de Bezerra e Silva. Ora, enquanto se discute, em nível nacional, a alteração da Lei de Direitos Autorais, permitindo reproduções necessárias à conservação, preservação e arquivamento do acervo de bibliotecas públicas, os gestores de Palmeira dos Índios tratam de jogar a memória da cidade no lixo, e deixam documentos do Arquivo Público Municipal grudarem no chão, expostos à poeira e às traças.

Há ameaças de que a família do escritor, detentora do direito de exploração econômica da obra graciliânica, se movimentará para retirar de lá os pertences do homenageado, se não forem tomadas as providências no sentido de se valorizar o acervo da Casa Museu. É uma notícia apavorante, entre as tantas negativas que constantemente têm oprimido a nossa população, já que o sofrimento tem a ela se revelado sob múltiplos aspectos: desemprego, aumento da criminalidade, falta de perspectivas para a juventude, baixa auto-estima. Poucas são as notícias animadoras nos últimos tempos.

Assim como o direito aos meios de sobrevivência, os seres humanos têm também direito de dar um sentido para as suas vidas. Como bem afirmou o ex-ministro Juca Ferreira, "desenvolvimento só é possível com inclusão". Ao negar o acesso à cultura, ao destruir bens culturais, ao desfazer tradições, ao desmanchar os lugares da memória coletiva, a administração do município dá um golpe mortal na alma do palmeirense. Se se relega ao esquecimento Graciliano Ramos, um dos mais ilustres escritores brasileiros, fica arrefecida também a chama daqueles que desejam reinventar a vida por meio da arte.

Pode ser que a não realização da Semana Graciliano Ramos tenha um motivo especial. Talvez haja o medo de que, celebrando a memória desse grande homem, a população se aproprie de sua crítica, sempre atual, a determinadas práticas que insistem em se perpetuar, sobretudo na política de Palmeira dos Índios: "Convenho em que o dinheiro do povo poderia ser mais útil se estivesse nas mãos, ou nos bolsos, de outro menos incompetente do que eu; em todo o caso, transformando-o em pedra, cal, cimento etc., sempre procedo melhor que se o distribuísse com os meus parentes, que necessitam, coitados".

domingo, 9 de outubro de 2011

A Palmeirada

A segunda década do século XXI foi inaugurada ao som de protestos que derrubaram governos ditatoriais no Oriente Médio. Em tais mudanças, as redes sociais, especialmente o Facebook, tiveram uma importância crucial, dando voz e capacidade de organização a sujeitos oprimidos por décadas de autoritarismos e corrupções. No mundo todo, eventos dessa natureza têm animado pessoas a reunirem-se nas redes sociais em torno da promoção de mudanças várias. Em Alagoas, merece destaque A Palmeirada – grupo de amigos de Palmeira dos Índios, criado há três meses no referido Facebook, contando, até o momento, com quase mil membros.
Do ponto de vista linguístico, "A Palmeirada"  (tanto o grupo quanto o nome – obra do entusiasmado cineasta Herbert Torres) é um daqueles substantivos coletivos que os falantes do Português criam buscando resolver uma aflição comunicativa – como sugeriu John Robert Schitz em seu oportuno texto sobre "Coletivos inventados". No caso em destaque, a aflição diz respeito ao critério de identificação dos participantes com o grupo: quem é palmeirense? Quem nasceu e vive até hoje na cidade? Quem só nasceu e, depois, foi-se embora? Quem nasceu alhures e depois nela se fixou? Quem passou por ela e a amou, acabou tecendo relações? O nome "A Palmeirada" resolve tais inquietações, pois ele expressa a reunião de pessoas que portam essas mais diversas características, reflexo da diversidade que é Palmeira dos Índios, "uma cidade essencialmente brasileira", conforme a opinião de um de seus mais ilustres cidadãos: Graciliano Ramos (curiosamente, a população Xukuru-Kariri, parcela historicamente negada pela ideologia dominante, ainda não se fez representar por nenhum membro que afirmasse a sua etnicidade indígena).
Entre a troca de mensagens, fotografias de distintas épocas, memórias e farpas (como é previsível na convivência entre os seres humanos), o pensamento concreto (do latim concrescere = crescer junto) tem conseguido prevalecer sobre a empobrecida compreensão abstrata (do latim abstrahere = separar, dividir, partir) da realidade social que os membros do grupo "curtem" e "compartilham" naquele espaço virtual.
Numa época de globalização sem precendentes, A Palmeirada, do seu jeito, reafirma o conceito de identidade, do modo que ele foi entendido pelo sociólogo Manuel Castells: "um núcleo resistente à homogeneização". Nesse sentido, trata-se de um indubitável ganho para Palmeira dos Índios: num Estado onde menos de 20% da população acessa a internet (segundo dados do IBGE, Alagoas ocupa o último lugar no ranking da Federação), surge, com A Palmeirada, a possibilidade de seus integrantes, utilizando um suporte que está ao seu alcance, como o Facebook, construírem uma nova identidade capaz de redefinir um modelo de sociedade palmeirense. Ao fazê-lo, A Palmeirada garantirá, também, a busca da transformação de toda a estrutura (cultural/política/econômica) dessa mesma sociedade.
Que os seus membros sejam sábios em aproveitar esse potencial...

sábado, 23 de julho de 2011

Palestina: a mais nova nação

Caros amigos,



O povo palestino está reivindicando o reconhecimento da Palestina como Estado. Mais de 120 países já endossaram essa reivindicação, mas os Estados Unidos e Israel se recusam a unir-se a eles e as lideranças de países importantes da Europa estão em cima do muro. Se conseguirmos persuadir a Europa a apoiar essa proposta não-violenta e legítima agora, isso poderá gerar uma drástica mudança rumo à paz. Clique aqui para assinar a petição:
Dentro de quatro dias, o Conselho de Segurança da ONU se reunirá e o mundo terá oportunidade de aceitar uma nova proposta capaz de reverter décadas de fracasso nas negociações para a paz entre Israel e Palestina: o reconhecimento da Palestina como Estado pela ONU.

Mais de 120 países do Oriente Médio, África, Ásia e América Latina já endossaram essa iniciativa, mas o governo de direita de Israel e os Estados Unidos opõem-se veementemente a ela. Portugal e outros importantes países europeus ainda estão indecisos, mas uma gigantesca pressão pública agora poderá convencê-los a votar a favor dessa importante oportunidade de dar fim a 40 anos de ocupação militar.

As iniciativas de paz lideradas pelos EUA têm fracassado há décadas, enquanto Israel tem confinado o povo palestino a pequenas áreas, confiscando suas terras e impedindo sua independência. Esta nova e corajosa iniciativa poderá ser a melhor oportunidade de impulsionar a solução do conflito, mas a Europa precisa assumir a liderança. Vamos construir um apelo global em massa para que Portugal e outros importantes países europeus endossem imediatamente a proposta de soberania e vamos deixar claro que cidadãos de todos os cantos do mundo apoiam essa proposta legítima, não-violenta e diplomática. Assine a petição e envie esta mensagem a todos os seus contatos:

http://www.avaaz.org/po/independence_for_palestine_9/?vl

Embora as raízes do conflito entre Israel e Palestina sejam complexas, a maioria das pessoas em todos os lados concordam que o melhor caminho rumo à paz imediata é a criação de dois Estados. Porém, vários processos de paz têm sido arruinados pela violência em ambos os lados, pela ampla construção de assentamentos na Cisjordânia e pelo bloqueio humanitário na Faixa de Gaza. A ocupação israelense diminuiu e fragmentou o território onde se poderia construir um Estado palestino e transformou a vida cotidiana do povo palestino em um suplício atroz. A ONU, o Banco Mundial e o FMI recentemente anunciaram que os palestinos estão prontos para administrar um Estado independente, mas eles dizem que a principal restrição ao sucesso dessa empreitada é a ocupação israelense do território palestino. Até mesmo o presidente norte-americano pediu o fim da expansão dos assentamentos e o retorno às fronteiras de 1967 com trocas de territórios em comum acordo, mas o primeiro-ministro israelense Netanyahu, furioso, recusou-se a cooperar.

Chegou a hora de uma drástica mudança, deixando de lado um processo de paz inútil e partindo para um novo caminho de progresso. Enquanto os governos de Israel e Estados Unidos classificam a iniciativa palestina de "unilateral" e perigosa, a verdade é que a esmagadora maioria das nações do mundo apoiam essa proposta diplomática não-violenta. O reconhecimento mundial da Palestina como Estado poderá derrubar os extremistas e fomentar um crescente e não-violento movimento palestino-israelense em consonância com a arrancada da democracia em toda a região. E o mais importante é que ele retomará um caminho rumo a um programa de assentamento negociado, permitirá aos palestinos acesso a diversas instituições internacionais que podem ajudar a promover a liberdade da Palestina e enviará um sinal transparente ao governo de Israel, que é favorável aos assentamentos, de que o mundo não mais aceita a impunidade e intransigência dos israelenses.

Israel já passou tempo demais enfraquecendo a esperança de criação de um Estado palestino. Os Estados Unidos já passaram tempo demais satisfazendo as exigências de Israel, com o apoio da Europa. Neste momento, Portugal, França, Espanha, Alemanha, Reino Unido e o Alto Representante da UE estão indecisos quanto à soberania palestina. Vamos fazer um apelo para que eles assumam o lado certo da história e apoiem uma declaração palestina de liberdade e independência, prestando ampla assistência e ajuda financeira. Assine a petição urgente agora mesmo para pedir que a Europa apoie a proposta e endosse essa iniciativa de paz duradoura entre Israel e Palestina:

http://www.avaaz.org/po/independence_for_palestine_9/?vl

A soberania palestina não significará de uma hora para a outra o fim desse espinhoso conflito, mas o reconhecimento pela ONU mudará a dinâmica e começará a abrir a porta rumo à liberdade e paz. Em toda a Palestina, as pessoas estão se preparando com esperança e expectativa para recuperar uma liberdade que sua geração nunca viveu. Vamos dar nosso apoio e pressionar as lideranças europeias a fazer o mesmo, assim como elas apoiaram os povos do Egito, Síria e Líbia.

Com esperança,

Alice, Ricken, Stephanie, Morgan, Pascal, Rewan e toda a equipe da Avaaz

MAIS INFORMAÇÕES

Palestinos estão decididos a se tornar um membro pleno da ONU
http://bit.ly/rhR0vM

Liga Árabe endossa projeto de reconhecimento palestino
http://bit.ly/nG4vEF

Marcha cobra reconhecimento de estado palestino por ONU
http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/israelenses-e-palestinos-protestam-por-estado-palestino

Israel: demanda palestina na ONU será fim do processo político
http://bit.ly/pb7W3o

Palestina: Estado Número 194?
http://portuguese.ruvr.ru/2011/07/15/53280044.html

Israelenses e palestinos se unem em manifestação por independência palestina
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/07/110715_palestinos_manifestacao_gf.shtml

Lista de países que reconhecem o Estado da Palestina (em inglês)
http://www.avaaz.org/en/countries_recognizing_palestine/?info


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quinta-feira, 23 de junho de 2011

Assassinato na Amazônia


Avaaz.org - The World in Action Caros amigos,



As florestas brasileiras estão correndo perigo. A Câmara dos Deputados acaba de enfraquecer o rígido Código Florestal e corajosos ativistas brasileiros estão sendo assassinados por dizerem o que pensam. É hora de levarmos essa importantíssima batalha ao palco global - se todos nós pedirmos à Presidente Dilma para vetar esse projeto de lei, poderemos salvar as florestas brasileiras.
A Câmara dos Deputados acaba de aprovar o esvaziamento do Código Florestal brasileiro. Se não nos mobilizarmos agora, enormes extensões de nossas florestas poderão ficar vulneráveis a um devastador desmatamento.

O projeto de lei gerou revolta e protestos generalizados em todo o país. E a tensão está subindo: nas últimas semanas diversos ativistas ambientais respeitados foram assassinados, supostamente por matadores contratados por madeireiros ilegais. É essencial agir agora mesmo. Estão tentando silenciar qualquer crítica enquanto a lei está sendo discutida no Senado. Mas a presidente Dilma tem o poder de vetar as mudanças se conseguirmos persuadi-la a superar a pressão política e assumir o papel de uma verdadeira líder em questões ambientais.

Setenta e nove por cento dos brasileiros querem que Dilma vete as mudanças no Código Florestal, mas nossas vozes estão sendo desafiadas por lobbies de madeireiros. Agora, depende de todos nós nos mobilizarmos para calar esses lobbies. Vamos nos unir agora em um gigantesco apelo para dar fim aos assassinatos e à exploração ilegal de madeira e salvar nossas florestas. Assine o abaixo-assinado a seguir - ele será entregue a Dilma assim que conseguirmos 500.000 assinaturas:

http://www.avaaz.org/po/save_our_forests/?vl

As florestas brasileiras são imensas e importantes. A Amazônia sozinha é vital para a vida no planeta - 20% do oxigênio e 60% da água doce do mundo vêm dessa magnífica floresta tropical. E por isso é tão crucial protegê-la.

É por isso que tanta gente vê o Brasil como um líder internacional em questões ambientais e é por isso que a Conferência da Terra, um encontro que acontecerá no ano que vem com o objetivo de impedir a morte lenta de nosso planeta, será no Rio de Janeiro. Por outro lado, também somos um país em rápido desenvolvimento que luta para tirar dezenas de milhões de pessoas da pobreza, e é intensa a pressão sobre nossas lideranças para desmatar florestas e abrir minas para gerar lucro. Daí o perigo de essas lideranças estarem quase dando o braço a torcer em termos de proteção ambiental. Ativistas locais estão sendo assassinados, intimidados e silenciados. Agora, cabe aos membros da Avaaz pedirem aos políticos brasileiros para serem firmes.

Sabemos que há uma alternativa. Lula, o antecessor de Dilma, reduziu enormemente o desflorestamento e consolidou a reputação internacional de nosso país como líder em questões ambientais, além de gozar de um gigantesco crescimento econômico. Vamos nos unir agora e pedir a Dilma para seguir o mesmo exemplo! Assine o abaixo-assinado para salvar nossas florestas e, em seguida, encaminhe este e-mail a todos:

http://www.avaaz.org/po/save_our_forests/?vl

Nos últimos 3 anos, os membros da Avaaz no Brasil mobilizaram-se com enormes iniciativas e lideraram extraordinárias campanhas para que o mundo chegue a ser aquele que todos desejamos: conseguiram a aprovação de uma histórica lei anticorrupção e fizeram lobby para que o governo tivesse um papel de liderança na ONU, protegesse os direitos humanos e interviesse para apoiar a democracia no Oriente Médio, e ainda ajudasse a proteger os direitos os direitos humanos na África e outras regiões.

Agora, estamos reunindo os membros da Avaaz de todo o mundo em um apelo global para salvar as florestas. Juntos, podemos construir um movimento florestal internacional e proclamar o Brasil mais uma vez como um verdadeiro líder em questões ambientais. Assine o abaixo-assinado e, em seguida, encaminhe este e-mail a todos:

http://www.avaaz.org/po/save_our_forests/?vl

Com esperança,

Emma, Ricken, Alice, Ben, Iain, Laura, Graziela, Luis e o resto da equipe da Avaaz


MAIS INFORMAÇÕES:

Ativistas marcham contra novo Código Florestal no Rio e em SP
http://bit.ly/mnmoGz

Senado precisa modificar o Código Florestal
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110619/not_imp734296,0.php

Ministra vai recomendar veto caso Código Florestal seja aprovado no Senado sem mudanças
http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/06/21/ministra-vai-recomendar-veto-caso-codigo-florestal-seja-aprovado-no-senado-sem-mudancas-924734864.asp

Para senador, novo Código Florestal compromete a defesa do meio ambiente
http://www.jb.com.br/pais/noticias/2011/06/16/para-senador-novo-codigo-florestal-compromete-a-defesa-do-meio-ambiente/

Igreja Católica anuncia apoio contra o novo Código Florestal Brasileiro
http://primeiraedicao.com.br/noticia/2011/06/22/igreja-catolica-anuncia-apoio-contra-o-novo-codigo-florestal-brasileiro


Apoie a comunidade da Avaaz! Nós somos totalmente sustentados por doações de indivíduos, não aceitamos financiamento de governos ou empresas. Nossa equipe dedicada garante que até as menores doações sejam bem aproveitadas -- clique para doar.



A Avaaz é uma rede de campanhas globais de 9 milhões de pessoas
que se mobiliza para garantir que os valores e visões da sociedade civil global influenciem questões políticas internacionais. ("Avaaz" significa "voz" e "canção" em várias línguas). Membros da Avaaz vivem em todos os países do planeta e a nossa equipe está espalhada em 13 países de 4 continentes, operando em 14 línguas. Saiba mais sobre as nossas campanhas aqui, nos siga no Facebook ou Twitter.

Esta mensagem foi enviada para cosmerogerio@hotmail.com. Para mudar o seu email, língua ou outras informações, entre em contato pelo link http://www.avaaz.org/po/contact/?footer. Não quer mais receber nossos alertas? Para decadastrar envie um email para unsubscribe@avaaz.org ou clique aqui.

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quarta-feira, 22 de junho de 2011

Grandes Vitórias na F1 de Bahrein, Guerra às Drogras, e mais!

Caros Avaazianos incríveis,

Há poucos dias, duas coisas eram diferentes – questionar a "guerra global às drogas" era um imenso tabu no meio governamental, e a Fórmula 1 estava prestes a realizar o Grande Prêmio de Bahrein, a despeito da brutal repressão governamental sobre protestantes pacíficos.

Então nossa comunidade se mobilizou.

Em 72 horas, mais de 1 milhão de nós aderiu a essas duas campanhas, e nós vencemos! A Fórmula 1, sob intensa pressão, reverteu sua decisão de correr em Bahrein e o Secretário-Geral da ONU concordou em estabelecer uma nova força-tarefa para as drogas, com os líderes mundiais começando um novo debate histórico sobre regulação e descriminalização.

Avaaz Banner
O poder das pessoas funciona, e nos estamos vendo isso cada vez mais por todo o mundo. Aqui estão duas histórias de como aconteceu…

Vitória na Brutal Bahrein!

O regime brutal de Bahrein abre fogo contra protestantes pacíficos, prende enfermeiras e médicos para ameaçá-los, mas quer que o mundo acredite que está tudo normal. Eles trabalharam duro para trazer o prestigioso Grande Prêmio da Fórmula 1 de volta ao país. Então, faltando 48 horas para a decisão da Fórmula 1, Bahrein busca os E.U.A. por apoio e a Avaaz entra no circuito!

Imagem da bandeira da campanha de Bahrein
Em dois dias, praticamente 500.000 membros da Avaaz aderiram à campanha e, juntos, nós deixamos mais de 20.000 mensagens nas páginas das equipes de F1 do Facebook e Twitter. A equipe da Avaaz falou com o piloto lendário Damon Hill, que somou sua voz à mobilização. E a atenção da mídia engatou.

Mas os figurões da F1 decidiram seguir com a corrida. A campanha da Avaaz foi citada em milhares de artigos em todo o mundo (Globo, NYT, AFP, Reuters) e nossos porta-vozes foram entrevistados na CNN (foto à direita), BBC e outras grandes redes.

Então, a Avaaz obteve um relatório interno "vazado" da F1 que surpreendentemente conclui que em Bahrein "não há violações de direitos humanos" -- revela-se que a F1 apenas conversou com o governo e visitou um supermercado! Nós lançamos nossa reação, dando partida a uma tempestade na mídia, e finalmente ... as equipes da F1 em unanimidade opõem-se à data da corrida em Bahrein, forçando a F1 a cancelar a corrida de Bahrein em 2011!
CNN interview
Clique para assistir Ricken Patel da Avaaz entrevistado na CNN em Inglês

Vitória contra a Guerra às Drogras!

A guerra às drogas custa bilhões aos cofres públicos, draga trilhões de dólares para o crime organizado, sacrifica incontáveis vidas, e alcança o resultado 0.

Ainda assim, por décadas, qualquer debate sobre o fim da guerra às drogas tem sido sufocado. Nos círculos oficiais, é tabu falar sobre regulação ou descriminalização – alguns até perdem o emprego por tocar no assunto.

Então, um grupo de ex-presidentes formou a Comissão Global de Políticas sobre Drogas para abertamente clamar por reformas. Eles se depararam com uma barreira -- políticos alegaram que não poderiam agir pois não havia suporte da opinião pública para uma mudança! Aí a Avaaz entrou na briga.

Press conference image

Nós lançamos a campanha e em uma semana nossa comunidade provou que os políticos estão errados, com mais de 600.000 avaazianos clamando pelo fim da guerra às drogas. Os ex-presidentes e o bilionário Richard Branson convocaram uma coletiva de imprensa, apresentaram seu relatório técnico propondo reforma, receberam a petição da Avaaz -- e a resposta foi incrível! Mais de 2000 artigos foram escritos (AP, IPS, The Guardian), todos positivos!! O tabu foi quebrado...

Em uma reunião estratégica naquela tarde, os ex-presidentes mais de uma vez procuraram nossa comunidade por apoio para avançar na campanha, mostrando que apenas a pressão da base pode criar a vontade política para a ação.

No dia seguinte, a Comissão Global e a Avaaz se reuniramcom o Secretário Geral da ONU Ban Ki-moon. Em meia hora de debate, a petição da Avaaz foi apresentada e muito citada como evidência da demanda das pessoas pelo fim da guerra às drogas. Ban deu um passo importantee decidiu criar uma força tarefa para buscar novas soluções para o problema das drogas! Um debate real e urgente finalmente começou...

Imagem do coletivo de imprensa

Um Enorme Obrigado a Todos

Essas duas histórias aconteceram ao mesmo tempo, e são só duas entre muitas e muitas outras. Veja o relatório da Avaaz de abril aqui. E nesse mesmo período de duas semanas em que estas campanhas aconteceram, a Avaaz também teve um papel crucial na quebra do silêncio da cobertura internacional da repressão na Síria. Nossa rede de bravos jornalistas cidadãos da Síria, financiada por doações da Avaaz, é uma das únicas fontes de informação para mídia global do pesadelo que está acontecendo lá.

Tudo isso só foi possível porque tantos de nós se uniram às campanhas da Avaaz com tanta esperança, energia e visão – assinando, contando aos amigos, fazendo doações, ligando ou postando mensagens. Um enorme obrigado a você e parabéns a todos que se envolveram!!

Quando a Avaaz começou, nós éramos milhares, e ganhamos algumas vezes. Agora, nós somos quase 10 milhões, e estamos ganhando muitas vezes! Se continuarmos acreditando em nós mesmos, e em mudanças, tudo parece possível...

Com grande gratidão por esta comunidade maravilhosa,

Ricken, Alice, Maria Paz, Emma, Saloni, Brianna e toda a equipe da Avaaz

P.S.1. Você pode clicar aqui para compartilhar esse relatório no Facebook.

P.S.2. Clique aqui para ver uma versão animada da vitória em Bahrein! (em Inglês)

**Pedimos desculpas pelos links em inglês. Grande parte da cobertura de imprensa destas campanhas estava em veículos que utilizam língua inglesa.


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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Santa chora em Palmeira dos Índios

Ontem, pela manhã, tomei café com o padre Odilon, pároco da Catedral de Nossa Senhora do Amparo e vigário geral da Diocese de Palmeira dos Índios. Conosco estavam, além da governanta Ivanilda, mais três padres: Petrúcio, Antônio e José Paulo, que haviam concelebrado na posse do novo pároco de São Vicente.

O commérage do dia na casa paroquial foi o choro de uma imagem de Nossa Senhora das Graças, pertencente a um fervoroso coroinha chamado Luan, de 13 anos, que mora na Rua Correia Paes, no Centro. Segundo o adolescente, enquanto o mesmo rezava, no início da tarde da segunda-feira, pelas mães que sofrem pelos filhos vitimados pelas drogas e pela prostituição, notou que os olhos da imagem estavam lacrimejando.

O padre Odilon, homem prudente, recomendou que os fieis se dedicassem às orações, enquanto continue a busca de explicações.

Geralmente, quando acontece algo assim, os crédulos no fenômeno costumam associá-lo a alguma aflição da localidade. Por esse critério, poderíamos relacionar o choro de Nossa Senhora ao abandono de políticas públicas essenciais para a promoção de uma cultura de paz em Palmeira dos Índios, que tem resultado em muita dor nas famílias que perdem seus entes queridos para a criminalidade.

Na terra do Mestre Graça, com tanta desgraça a grassando, Nossa Senhora das Graças só poderia chorar...

 

Veja as fotos da suposta imagem que chora no portal Palmeira 24 Horas.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

A guerra mais sem sentido do mundo

Caros amigos,


Em dias, um grupo de poderosos líderes mundiais irá pedir à ONU que acabe a guerra contra as drogas e se mova em direção à legalização. Mas os políticos dizem que a sociedade não irá apoiar políticas alternativas com relação às drogas. Vamos apoiar massivamente esta oportunidade única e agir urgentemente. Assine abaixo, e conte a todos:
Em dias nós podemos ver o começo do fim da 'guerra às drogas'. O tráfico ilegal de drogas é a maior ameaça à segurança da nossa região, mas essa guerra brutal falhou completamente em conter a praga da drogadição, ao custo de inúmeras vidas, da devastação de nossas comunidades e do afunilamento de trilhões de dólares em violentas redes de crime organizado.

Especialistas concordam que a política mais sensata é acabar com a guerra às drogas e legalizá-las, mas a maioria dos políticos tem medo de tocar no assunto. Em dias, uma comissão global incluindo antigos chefes de estado e altos membros da política externa do Reino Unido, União Europeia, Estados Unidos e México irão quebrar o tabu e pedir publicamente novas abordagens, inclusive a descriminalização e legalização de drogas.

Este pode ser um momento único -- se um número suficiente de nós pedir um fim a essa loucura. Políticos dizem que entendem que a guerra às drogas falhou, mas alegam que a sociedade não está pronta para uma alternativa. Vamos mostrar a eles que não apenas aceitamos uma política sã e humana -- nós a exigimos. Clique abaixo para assinar a petição e partilhe com todo mundo -- se nós alcançarmos 1 milhão de vozes, ela será entregue pessoalmente aos líderes mundiais pela comissão global:

http://www.avaaz.org/po/end_the_war_on_drugs_la/?vl

Nos últimos 50 anos as políticas atuais de combate às drogas falharam em toda a América Latina, mas o debate público está estagnado no lodo do medo, da corrupção e da falta de informação. Todos, até o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, que é responsável por reforçar essa abordagem, concordam -- organizar militares e polícia para queimar plantações de drogas em fazendas, caçar traficantes, e aprisionar pequenos traficantes e usuários – tem sido completamente improdutivo. E ao custo de muitas vidas humanas - do Brasil ao México, e aos Estados Unidos, o negócio ilegal de drogas está destruindo nossos países, enquanto a drogadição, as mortes por overdose e as contaminações por HIV/AIDS continuam a subir.

Enquanto isso, países com uma política menos severa -- como Suíça, Portugal, Holanda e Austrália -- não assistiram à explosão no uso de drogas que os proponentes da guerra às drogas predisseram. Ao invés disso, eles assistiram à redução significativa em crimes relacionados a drogas, drogadições e mortes, e são capazes de focar de modo direto na destruição de impérios criminosos.

Lobbies poderosos impedem o caminho da mudança, inclusive militares, polícias e departamentos prisionais cujos orçamentos estão em jogo. E políticos de toda nossa região temem ser abandonados por seus eleitores se apoiarem abordagens alternativas. Mas pesquisas de opinião mostram que cidadãos de todo o mundo sabem que a abordagem atual é uma catástrofe. E liderados pelo presidente Cardozo, muitos Ministros e Chefes de Estado manifestaram-se pela reforma depois de deixar seus cargos. O momento está finalmente chegando de discutir novas políticas na América Latina, Estados Unidos e outras partes do mundo que estão devastadas por essa política desastrosa.

Se pudermos criar uma manifestação global nos próximos dias para apoiar os pedidos corajosos da Comissão Global de Política sobre Drogas, nós poderemos superar as desculpas estagnadas para o status quo. Em nossas vozes está a chave da mudança -- assine a petição e divulgue:

http://www.avaaz.org/po/end_the_war_on_drugs_la/?vl

Nós temos uma chance de entrar no capítulo final dessa 'guerra' violenta que está destruindo milhões de vidas. A opinião pública irá determinar se essa política catastrófica será finalizada ou se políticos continuarão a nos usar como desculpa para evitar a reforma. Vamos nos unir com urgência para empurrar nossos líderes para fora da dúvida e do medo, para cruzar a fronteira e entrar no domínio da razão.

Com esperança e determinação,

Luis, Alice, Laura, Ricken, Maria Paz e toda a equipe Avaaz

FONTES:

Drogas e Democracia: Rumo a uma mudança de Paradigma, Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia
http://www.drogasedemocracia.org/Arquivos/livro_port_03.pdf

Avaliação da Política sobre Drogas dos Estados Unidos
http://www.drogasedemocracia.org/Arquivos/peter_reuter_portugues.pdf

Drogas. Alternativas à "guerra"
http://www.idpc.net/pt-br/publications/drogas-alternativas-a-guerra

"Guerra às drogas mostrou-se ineficiente", afirma presidente da Fiocruz
http://www.planetaosasco.com/oeste/index.php?/2011051613610/Nosso-pais/guerra-as-drogas-mostrou-se-ineficiente-afirma-presidente-da-fiocruz.html

Inovações Lesislativas em Políticas sobre Drogas
http://comunidadesegura.com.br/pt-br/node/47715

Os maiores massacres promovidos pelo narcotráfico no México
http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2011/05/20/os-maiores-massacres-promovidos-pelo-narcotrafico-no-mexico-924507620.asp

Drogas arrastam mulheres para o comando do tráfico
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=973987

A insustentável guerra às drogas
http://www.brasildefato.com.br/node/5269

A Comissão Mundial sobre Política de Drogas, que vai pedir à ONU para acabar com a guerra contra as drogas (em Inglês)
http://www.globalcommissionondrugs.org/Documents.aspx


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A Avaaz é uma rede de campanhas globais de 8 milhões de pessoas
que se mobiliza para garantir que os valores e visões da sociedade civil global influenciem questões políticas internacionais. ("Avaaz" significa "voz" e "canção" em várias línguas). Membros da Avaaz vivem em todos os países do planeta e a nossa equipe está espalhada em 13 países de 4 continentes, operando em 14 línguas. Saiba mais sobre as nossas campanhas aqui, nos siga no Facebook ou Twitter.

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terça-feira, 24 de maio de 2011

12 horas para salvar as florestas

Caros amigos de todo Brasil,

Em 12 horas, a Câmara dos Deputados tentará aprovar mudanças radicais no Código Florestal, colocando em risco milhões de hectares de florestas por todo o Brasil. A Presidente Dilma e líderes partidários ainda podem impedir esta loucura. Vamos enviar uma onda de mensagens que não poderão ser ignoradas. Clique aqui para enviar mensagens e divulgue - não temos um minuto a perder!


A Câmara dos Deputados irá determinar hoje a vida ou morte de milhões de hectares de florestas brasileiras quando levar à votação alterações no Código Florestal. Se aprovadas, as mudanças propostas irão gerar uma cadeia irreversível de devastação ambiental que irão danificar a paisagem do Brasil para sempre. As próximas 12 horas são críticas, vamos gerar uma mobilização massiva para salvar nossas florestas.

Nós já vencemos antes -- a pressão popular constante, incluindo milhares de mensagens de membros da Avaaz, já adiou a votação no Código várias vezes, assim como a nossa pressão sobre os deputados contrariaram todas as expectativas aprovando a lei da Ficha Limpa no ano passado. Embora agendada para votação, a proposta atual não é definitiva -- na verdade, a Presidente Dilma e a oposição estão fazendo acordos a portas fechadas agora mesmo, negociando nosso futuro por acordos políticos. Nós ainda podemos impedir isto.

Não há um minuto a perder! Vamos enviar uma avalanche de mensagens para a Presidente Dilma e líderes dos partidos deixando claro que não deixaremos que eles barganhem nossas florestas:

http://www.avaaz.org/po/codigo_florestal_urgente/?vl

Os desmatadores estão fora de controle, incentivados pela promessa de anistia e a nova regulamentação. Dados chocantes publicados na semana passada mostram que o desmatamento se multiplicou a um nível astronômico, aumentando em 5 vezes mais que os mesmos meses no ano passado. Isso é apenas um sinal do que está por vir se as mudanças propostas forem aprovadas. Estas emendas irão anistiar crimes ambientais cometidos antes de 2008 e acabarão com a proteção a áreas vulneráveis tais como matas ciliares e topos de morros, áreas em que a cobertura florestal é crucial para prevenir deslizamentos e enchentes como as que recentemente devastaram comunidades de norte a sul do país.

A maioria dos brasileiros apoiam proteções ambientais mais fortes e estudos mostram que há terra suficiente no Brasil para manter e aumentar a produção agrícola sem ter de derrubar uma única árvore. Mas os deputados da bancada ruralista, dominados pelos interesses privados do agronegócio, pensam que podem ficar impunes ao tentar destruir o Código Florestal brasileiro. Esta luta entre a sociedade civil e poderosos interesses políticos está se tornando a maior batalha ambiental da história do Brasil.

Durante a campanha eleitoral, Dilma prometeu vetar qualquer lei que aumentasse o desmatamento -- vamos cobrar a sua promessa e pedir que o povo seja colocado acima dos interesses políticos. É hora de mostrar nosso poder e enviar uma avalanche de mensagens ao governo pedindo que a Presidente Dilma e os líderes partidários impeçam o enfraquecimento do Código Florestal. Envie sua mensagem agora!

http://www.avaaz.org/po/codigo_florestal_urgente/?vl

A cada dia nossas florestas nos protegem de catástrofes ambientais - elas produzem o ar que respiramos, resfriam nosso clima, promovem a biodiversidade e mantêm a terra enraizada no lugar. Agora, elas precisam da nossa proteção. Sem nós, os recursos naturais mais preciosos do Brasil perderão para os interesses de deputados poderosos que querem apenas expandir suas terras e aumentar seus lucros. Nós temos poucas horas -- vamos nos mobilizar antes que seja tarde demais.

Com esperança,

Ben, Ricken, Graziela, Iain, David e o resto da equipe Avaaz

Mais informações:

Ex-ministros unem-se contra votação do Código Florestal:
http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5145399-EI7896,00-Exministros+unemse+contra+votacao+do+Codigo+Florestal.html

Semana começa com articulações por acordo sobre Código Florestal:
http://g1.globo.com/politica/noticia/2011/05/semana-comeca-com-articulacoes-por-acordo-sobre-codigo-florestal.html

Desmatamento na Amazônia aumenta mais de 5 vezes:
http://www.estadao.com.br/noticias/geral,desmatamento-na-amazonia-aumenta-mais-de-5-vezes,721341,0.htm

Documento liga novo código a avanço do desmatamento:
http://www.estadao.com.br/noticias/geral,documento-liga-novo-codigo-a-avanco-do-desmatamento,722547,0.htm

Manifestantes protestam em SP contra reforma do Código Florestal:
http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/05/22/manifestantes-protestam-em-sp-contra-reforma-do-codigo-florestal-924511164.asp

Alta do desmatamento da Amazônia alarma Governo:
http://noticias.terra.com.br/noticias/0,,OI5137155-EI188,00-Alta+do+desmatamento+da+Amazonia+alarma+Governo.html


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