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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Lançamento do Livro O MERCADÃO DA FÉ, do pesquisador Carlos A. Caccia - Dia 28 de Fevereiro

 

 

LIVRO LANÇA DEBATE SOBRE A FÉ E SEUS MERCADORES

 

 

Pesquisador que rodou o mundo em busca de respostas

coloca seus questionamentos em obra leve e bem humorada

 

 

              Os mercadores da fé utilizam o terror e o medo para persuadir e catequizar. A todo momento lançam mão das proibições, pecados e castigos descritos nas escrituras sagradas para atrair sectários. Quando o terror religioso se volta contra uma criança, o resultado pode não ser exatamente o esperado. Foi o que aconteceu com Carlos A. Caccia, autor do livro O Mercadão da Fé, que será lançado pela Exterior Editora no dia 28 de fevereiro, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo.

              Na infância o autor foi assediado por parentes religiosos, que insistiam em detalhar o mau que se abateria sobre a cabeça do garoto caso optasse pela religião errada.

              Levado a propagar a Palavra de Deus, vendendo revistas de porta em porta, ainda criança, Carlos A. Caccia, aos poucos, se viu diante de muitas perguntas e nenhuma resposta.

              Iniciou estudos e pesquisas que o levaram a viajar por todos os continentes em busca de informações sobre as diversas religiões. Conheceu templos sagrados de todos os credos, conviveu com religiosos, participou de seminários e palestras.

               A busca por respostas o levou a pesquisar as escrituras sagradas e as particularidades das religiões.

              A falta de explicações lógicas e coerentes o levou a traduzir suas dúvidas e angústias no bem humorado livro O Mercadão da Fé.

              O autor questiona a intenção das religiões e dos mercadores da fé, mas também não poupa os fiéis, que não hesitam em "barganhar", oferecendo valores para as igrejas em troca de "graças" divinas.

              Como o objetivo é encontrar respostas, o autor abriu canais de comunicação com os leitores: divulga na obra seu e-mail e site.

              O livro será lançado no dia 28 de fevereiro de 2011 (segunda-feira), a partir das 19 horas, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional.

              A obra também está à venda no site da Exterior Editora: www.exterioreditora.com.br.

               

              Serviço:

              Livro O Mercadão da Fé

              Autor: Carlos A. Caccia

              ISBN: 978-85-63452-04-7

              Páginas: 232

              Preço: R$ 39,90

 

              Lançamento:

              Data: 28 de fevereiro de 2011 (segunda-feira)

              Horário: a partir das 19 horas

              Local: Livraria Cultura do Conjunto Nacional (Av. Paulista 2073 –  esquina com Rua Augusta), São Paulo/SP

 

 

 

 

 

 

Pré-Pauta

 

 

Discussão mais antiga da Humanidade é foco do livro O Mercadão da Fé

Qual a discussão mais antiga da Humanidade? Há mais de 2.000 anos religiosos e ateus se debatem em questões sobre a Bíblia. É uma obra sagrada? Um livro santo? A verdadeira interpretação dos desígnios de Cristo?

Enquanto uns acreditam sem hesitar, outros preferem se debruçar sobre as escrituras com sabedoria e sem a cega paixão que ilude e desvirtua o bom senso. Identificam registros de atrocidades, incoerências, imperfeições que ratificam sentimentos e expressões de não crentes, céticos, agnósticos e ateus sobre algo de estranho no livro mais lido – e menos debatido – de toda a história.

Carlos A. Caccia, um pensador que se utiliza de sua experiência profissional, de vida, de viagens e pesquisas em centros religiosos e místicos na América Latina, Europa, Ásia e Extremo Oriente, suscita o debate acerca das citações mais críticas da Bíblia no livro O MERCADÃO DA FÉ, lançamento da Exterior Editora.

Na obra, o pesquisador faz desmontar a originalidade que fundamenta o cristianismo: ele relata que antes do Cristianismo já foram registradas histórias de heróis e justiceiros sacrificados..., que ressuscitaram..., que nasceram em manjedouras..., 12 apóstolos... Também questiona trechos e interpretações das "sagradas escrituras".

Vivendo e convivendo com religiosos e praticantes de doutrinas diversas ao longo de sua infância e juventude, Carlos A. Caccia registra o que observou. "As práticas que induzem à conversão e fidelização a determinadas doutrinas são fundamentadas no medo e na opressão, em diferentes graus de intensidade e aflição, não por determinação divina, mas aplicadas e aperfeiçoadas por uma legião de intermediários: os profissionais do MERCADÃO DA FÉ", afirma.

De acordo com o autor, os intermediários determinam e proliferam interpretações escritas no livro com o objetivo de cobrar em vida - de crentes, fragilizados e convertidos - valores, oferendas, mensalidades, dízimos e bens materiais, enriquecendo e criando impérios da esperança. Em troca, eles oferecem alento e salvação – mesmo não tendo recebido aval ou algum grau de certificação para se apresentarem como "intermediários".

Carlos A. Caccia é autor de palavras ácidas e diretas, mas adocicadas por seu bom humor, sua experiência pessoal e sua ampla base cultural.

 

 

 

 

Sumário do Livro

 

Apresentação dos Editores

Uma breve apresentação da série

Credo Quia Absurdum

O Valor do Paraíso

Prólogo

O Mercadão da Fé

Quem é quem no "Mercadão da Fé"?

Por que precisamos de intermediários?

Os atuais profissionais da fé

Por que Deus precisa de provas?

Por que Deus precisa tanto de dinheiro?

Criando dificuldades para vender facilidades

Proteção contra inimigos

Quem mexeu na minha bíblia?

As histórias da bíblia são originais ou plágios?

Os crimes na bíblia

O livro da Natureza

Deus: um produto do medo

Quem produz os milagres?

O que são milagres?

Argumentos para pedidos: atendidos x não atendidos

Seria o milagre um efeito placebo?

Podemos conseguir milagres sem interferência divina?

Quer um milagre? Então faça você mesmo!

Apêndice

Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional

 

O Autor

 

 

 

Prezado Editor:

 

A Capa do Livro pode ser solicitada via e-mail.

O autor está disponível para entrevistas

 

 

Serviço

Livro: O Mercadão da Fé  (1º livro da série Credo Quia Absurdum)

Autor: Carlos A. Caccia

Páginas: 210

Preço: R$ 39,90

ISBN: 978-85-63452-04-7

Editora: Exterior Editora

www.exterioreditora.com.br

 

 

 

Nossos contatos:

Assessoria de Imprensa: Cíntia Cury – cintiacury@exterioreditora.com.br

Fones: (11) 2068-1873 / 3711-3540 – Fone/Fax: (11) 2068-5031

Exterior Editora – www.exterioreditora.com.br

 

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Resposta de Edberto Ticianeli à coluna Fatos e Notícias da Gazeta de Alagoas

Caros amigos e amigas,

 

Fui surpreendido na manhã de hoje (25/02) com a publicação, na coluna Fatos e Notícias da Gazeta de Alagoas, de duas notinhas que fazem referência ao meu nome. Reproduzo abaixo o texto, para comentá-lo em seguida:

 

CARNAVAL O comunista carnavalesco Ediberto Ticianeli anda feliz da vida desde que o seu partido entrou na Prefeitura de Maceió. Coordenador do Jaraguá Folia, esse gigante da ética está nadando de braçadas num oceano de dinheiro público.

 

NA FOLIA Sem muita disposição para o batente – coisa que vem dos tempos de estudante profissional, igual a muitos de sua turma -, Ticianeli finalmente achou o paraíso. Revolucionário nato, o Arlequim (aquele que gosta de roubar pirulito de criancinhas) só quer saber de folia.

 

É lamentável que o jornalismo de certos profissionais tenha sido reduzido a isto. Não quero acreditar que a Gazeta de Alagoas, que já faz parte da história do jornalismo alagoano, comungue com tal destempero ideológico de um contratado. Sou forçado, infelizmente, a responder a isto, mesmo com os instrumentos limitados que tenho neste momento.

 

1.     Não me sinto agredido por ser identificado como "comunista", "gigante da ética" ou "revolucionário". Gostaria de ser mais comunista do que sou, ser mais ético do que tento ser e mais revolucionário do que a minha limitada história de militância política. Entretanto, sou assim e assino embaixo. Não me escondo no anonimato de uma redação, comprometendo colegas, que sei não concordarem com tal prática.
 
2.     A insinuação de que eu sou preguiçoso ficará sem resposta. Não devo satisfação a quem não conhece a minha história de vida. Entretanto, dizer que eu sou preguiçoso e igual a tantos da minha turma dos tempos de estudantes, é desrespeitar a história de pessoas que lutaram nas ruas para que o país conquistasse a democracia, que hoje permite que até um jornalismo facistóide sobreviva em nossos jornais. Entre os muitos da minha turma, que são atingidos como "sem muita disposição para o batente", cito o jornalista Enio Lins, Coordenador Editorial da Gazeta de Alagoas, e com quem o jornalista deveria ter conversado antes de escrever suas agressões.

 

3.     Por último, vem a insinuação de que sou desonesto. Ironicamente me trata como "gigante da ética", que "está nadando de braçadas em dinheiro público". Ou seja: eu estou rico, sem trabalhar, por estar metendo a mão (braçadas) no dinheiro público. O jornalista responsável por estas insinuações sabe que não escreveu a verdade. Mas, quero que ele saiba também que terá a oportunidade de provar as suas afirmações na Justiça, ou será convidado a pagar por danos morais. Só assim eu receberei algum dinheiro sem trabalhar. Prometo que gastarei tudo comemorando com os colegas de luta "sem muita disposição para o batente".

 

Um jornal poderoso, como a Gazeta de Alagoas, pode dar a impressão, a um profissional mais desavisado, que ele também compartilha desse poder. Estes feitores se transformam em verdadeiras autoridades, senhores da opinião pública. De vez em quando encontro veteranos profissionais da comunicação que já tiveram o rei na barriga e hoje são de uma humildade franciscana. Nada como um dia após o outro.

 

Peço aos amigos que espalhem essa nota o máximo possível. É preciso provar que a grande mídia pode e deve ser acompanhada criticamente por seus leitores, principalmente com a possibiliodade que as redes sociais oferecem para a disseminação da informação ou da voz que não foi "ouvida".

  

Abraço,

 

Edberto Ticianeli

Indignar-se é preciso!

 

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Líbia: Pare a repressão brutal

Caros amigos,

Centenas de manifestantes pró-democracia estão sendo massacrados pelo exército do Kadafi na Líbia. A ONU está agora mesmo em reuniões de emergência e poderá congelar as contas do regime, bloquear o tráfego aéreo e processar os militares em cortes internacionais. Diga para a ONU agir agora impedindo o massacre:

Send a message now!


As forças armadas da Líbia estão usando metralhadoras e aviões de guerra contra manifestantes pró-democracia -- centenas de pessoas foram mortas e sem uma ação internacional imediata a situação poderá virar uma tragédia ainda maior.

O Conselho de Segurança da ONU está tendo reuniões de emergência sobre a Líbia agora mesmo. Se nós conseguirmos pressioná-los a bloquearem o tráfego aéreo sobre a Líbia, congelar as contas do Kadafi e seus generais, implementarem sanções direcionadas ao regime e abrir processos em cortes internacionais contra os militares envolvidos na repressão -- poderemos impedir os bombardeamento aéreo e dividir a hierarquia de comando do Kadafi.

Nós não temos tempo a perder -- o povo da Líbia está sendo massacrado pelo seu próprio governo. Clique no link para enviar uma mensagem diretamente para as delegações do Conselho de Segurança da ONU, pedindo o fim da violência. Depois, compartilhe esta campanha com todo mundo -- vamos inundar a ONU com mensagens:

http://www.avaaz.org/po/libya_stop_the_crackdown_eu/?vl

O Coronel Kadafi governou a Líbia com uma mão de ferro por 42 anos sem parlamento ou constituição. Ele é o ditador com mais tempo no poder de toda a África e Oriente Médio. A imprensa estrangeira não é aceita na Líbia e o governo já bloqueou a Internet e redes de telefonia celular como tentativa de esconder a violência brutal do seu exército. Os manifestantes que estão demandando mudanças políticas e direitos básicos, estão relatando que milhares de civis ainda estão tomando as ruas, mesmo depois do massacre de centenas de pessoas. A Chefe dos Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, diz que os ataques do governo "podem constituir crimes contra a humanidade".

Chocados com as atrocidades, os diplomatas líbios e alguns militares de alto comando já desertaram do regime. Se a ONU conseguir aumentar a pressão sobre o Kadafi e seus aliados confiscando suas riquezas e ameaçando-os com processos criminais -- aqueles que estão comandando a brutalidade poderão pensar duas vezes e parar o massacre.

O Brasil é o atual presidente do Conselho de Segurança da ONU, o que nos dá a esperança de um compromisso maior com os direitos humanos e sendo um governo com o qual a Avaaz já gerou uma reputação de campanhas. Nós não temos muito tempo para influenciá-los -- vamos inundar suas caixas de entrada com mensagens do mundo todo! Envie uma mensagem e encaminhe este alerta para os seus amigos e familiares:

http://www.avaaz.org/po/libya_stop_the_crackdown_eu/?vl

O povo da Líbia está sendo assassinado por demandar liberdade, saúde, educação e uma renda decente -- necessidades básicas que todos nós compartilhamos. Vamos erguer as nossas vozes agora, como uma comunidade global, para condenar o massacre chocante, para agirmos contra a violência covarde dos militares e para apoiar os líbios na sua demanda justa por mudanças sociais.

Com esperança e determinação,

Alice, Ricken, Pascal, Graziela, Rewan e toda a equipe Avaaz

Fontes:

Aeronaves militares abrem fogo em vários locais de Trípoli:
http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2011/02/21/aeronaves-militares-abrem-fogo-em-varios-locais-de-tripoli-923848487.asp

Kadafi luta para se manter no poder, mas está cada vez mais isolado:
http://www.dw-world.de/dw/article/0,,14870558,00.html

Número de mortos na Líbia chegaria a 10 mil:
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI213457-15227,00-NUMERO+DE+MORTOS+NA+LIBIA+CHEGARIA+A+MIL.html

Líbia: Conselho de Direitos Humanos da ONU convoca reunião para sexta-feira:
http://aeiou.expresso.pt/libia-conselho-de-direitos-humanos-da-onu-convoca-reuniao-para-sexta-feira=f633989


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Teólogo: um ser quase impossível

Leonardo Boff
Teólogo, filósofo e escritor
 
Muitos estranham o fato de que, sendo teólogo e filósofo de formação, me meta em assuntos, alheios a estas disciplinas como a ecologia, a política, o aquecimento global e outros.
Eu sempre respondo: faço, sim, teologia pura, mas me ocupo também de outros temas exatamente porque sou teólogo. A tarefa do teólogo, já ensinava o maior deles, Tomás de Aquino, na primeira questão da Suma Teológica é: estudar Deus e sua revelação e, em seguida, todas as demais coisas "à luz de Deus" (sub ratione Dei), pois Ele é o princípio e o fim de tudo.
Portanto, cabe à teologia ocupar-se também de outras coisas que não Deus, desde que se faça "à luz de Deus". Falar de Deus e ainda das coisas é uma tarefa quase irrealizável. A primeira: como falar de Deus se Ele não cabe em nenhum dicionário? A segunda, como refletir sobre todas as demais coisas, se os saberes sobre elas são tantos que ninguém individualmente pode dominá-los? Logicamente, não se trata de falar de economia com um economista ou de política como um político. Mas falar de tais matérias na perspectiva de Deus, o que pressupõe conhecer previamente estas realidades de forma critica e não ingênua, respeitando sua autonomia e acolhendo seus resultados mais seguros. Somente depois deste árduo labor, pode o teólogo se perguntar como elas ficam quando confrontadas com Deus? Como se encaixam numa visão mais transcendente da vida e da história?
Fazer teologia não é uma tarefa como qualquer outra como ver um filme ou ir ao teatro. É coisa seríssima, pois se trabalha com a categoria"Deus" que não é um objeto tangível como todos os demais. Por isso, é destituída de qualquer sentido, a busca da partícula "Deus" nos confins da matéria e no interior do "Campo Higgs". Isso suporia que Deus seria parte do mundo. Desse Deus eu sou ateu. Ele seria um pedaço do mundo e não Deus. Faço minhas as palavras de um sutil teólogo franciscano, Duns Scotus (+1308) que escreveu: "Se Deus existe como as coisas existem, então Deus não existe". Quer dizer, Deus não é da ordem das coisas que podem ser encontradas e descritas. É a Precondição e o Suporte para que estas coisas existam. Sem Ele as coisas teriam ficado no nada ou voltariam ao nada. Esta é a natureza de Deus: não ser coisa, mas a Origem das coisas.
Aplico a Deus como Origem aquilo que os orientais aplicam à força que permite pensar: "a força pela qual o pensamento pensa, não pode ser pensada". A Origem das coisas não pode ser coisa.
Como se depreende, é muito complicado fazer teologia. Henri Lacordaire (+1861), o grande orador francês, disse com razão: "O doutor católico é um homem quase impossível: pois tem de conhecer todo o depósito da fé e os atos do Papado e ainda o que São Paulo chama de os 'elementos do mundo', isto é tudo e tudo". Lembremos o que asseverou René Descartes (+1650) no Discurso do Método, base do saber moderno: "se eu quisesse fazer teologia, era preciso ser mais que um homem". E Erasmo de Roterdam (+1536), o grande sábio dos tempos da Reforma, observava: "existe algo de sobrehumano na profissão do teólogo". Não nos admira que Martin Heidegger tenha dito que uma filosofia que não se confrontou com as questões da teologia, não chegou plenamente ainda a si mesma. Refiro isso não como automagnificacão da teologia, mas como confissão de que sua tarefa é quase impraticável, coisa que sinto dia a dia.
Logicamente, há uma teologia que não merece este nome porque é preguiçosa e renuncia a pensar Deus. Apenas pensa o que os outros pensaram ou o que o que disseram os Papas.
Meu sentimento do mundo me diz que hoje a teologia enquanto teologia tem que proclamar aos gritos: temos que preservar a natureza e harmonizarmo-nos com o universo, porque eles são o grande livro que Deus nos entregou. Lá se encontra o que Ele nos quer dizer. Porque desaprendemos a ler este livro, nos deu outro, as Escrituras, cristãs e de outros povos, para que reaprendêssemos a ler o livro da natureza. Hoje ela está sendo devastada. E com isso destruímos nosso acesso à revelação de Deus. Temos, pois, que falar da natureza e do mundo à luz de Deus e da razão. Sem a natureza e o mundo preservados, os livros sagrados perderiam seu significado que é reensinarmos a ler a natureza e o mundo. O discurso teológico tem, pois, o seu lugar junto com os demais discursos.
[Leonardo e Clodovis Boff escreveram Como fazer teologia da libertação Vozes 2010].

Cinema de ninar

Flavia Guerra - O Estado de S.Paulo
 
Era uma vez um país chamado Brasil, que decidiu fazer um filme para crianças. Para isso, pediu ajuda a outro país, chamado Cuba. E juntos criaram um desenho animado para crianças abandonadas. Não aquelas que vivem nas ruas, ou as órfãs, mas sim as que sofrem o abandono de querer falar e não serem ouvidas. É para as que não escutam mais canções de ninar ou cantigas de roda, mas sabem de cor jingles publicitários. A elas é dedicado o curta O Caminho das Gaivotas, a primeira produção da série Histórias do Coração, fruto do acordo de cooperação cinematográfica firmado em 2009 pelos dois países que, como diz a produtora e coordenadora do projeto Patrícia Alves Dias, "têm tanto em comum."
 
Reprodução
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O Caminho das Gaivotas. Desenho animado dá voz e vez às crianças abandonadas diante da tela da televisão

E este "comum" vai além da latinidade estereotipada. Mais que a música, o arroz com feijão, a negritude, a alegria brasileiras e cubanas, a série quer dar voz a crianças que, cubanas ou brasileiras, querem se comunicar. Para dar voz ao filme, a equipe binacional escalou ninguém menos que Omara Portuondo.
A diva de Buena Vista Social Club dá vida à personagem da avó que conta, e canta, para as crianças. Já para "musicar" o filme, foi escalado o jovem maestro cubano Harold López-Nussa, que devia traduzir, em sons, a solidão de uma menina que não conseguia ser ouvida. Nussa, que cresceu em uma Cuba preocupada em acolher suas crianças, teve dificuldade no início. "Não conseguia imaginar como uma criança tenta chamar a atenção de um adulto e não é ouvida", disse ao Estado em uma tarde de mixagem do filme em São Paulo.
Depois de muito pensar, ele encontrou este "abandono" ao observar que hoje as crianças cubanas cantam reggaeton. "São letras tão absurdas que tenho vergonha de repetir. Percebi que, já que o reggaeton está em toda América Latina, as crianças estão sim abandonadas. É um abandono sutil, físico e emocional."
Para Patrícia, que percorreu Cuba e Brasil, ouvindo a opinião de muitos velhos e crianças, a infância precisa ser "ninada". "E é por isso que o filme se tornou uma história e uma canção de ninar. A criança precisa ser acolhida. Quando se põe uma criança por cinco horas na frente da TV, ela está abandonada", contou a coordenadora da "frente Brasil" do projeto financiado pela Secretaria do Audiovisual, que tem direção de Sergio Glenes e Daniel Herthel.
Em Cuba, a equipe conta também com Esther Hirzel, Alex Cabanas, Aramis Acosta Caulineau, Alexandre Rodriguez e Bárbaro Ortiz, do lendário Icaic. No currículo, são sete longas produzidos, dezenas de coproduções com a Europa. "E têm mais cinco filmes em pré-produção, todos com foco na infância. Estava mais do que na hora de nós, latino-americanos, produzirmos juntos. Mais do que uma política de Estado em cinema que aposta na nossa indústria da animação, é também política pela infância acreditar que nossas crianças têm o direito de serem ouvidas."
E como essas Histórias do Coração vão chegar aos ouvidos de nossas crianças? "Primeiro vamos fazer uma estreia em Cuba, para comemorar os 52 anos do Icaic. Depois, no Brasil, estreia no Festival Internacional de Cinema Infantil de Florianópolis, em junho. Em seguida, vamos exibir em vários festivais, nas TVs públicas, distribuir pela Programadora Brasil e, finalmente, fazer DVDs e distribuir na base do "quer? toma!". O importante é que a história seja contada."

Justiça obriga São Paulo a devolver 'Taça das Bolinhas' à Caixa Econômica

estadão.com.br
 
André Lessa/AE - 14/2/2011
André Lessa/AE - 14/2/2011 - São Paulo recebeu 'Taça das Bolinhas' no último dia 14
 

SÃO PAULO - O juiz Gustavo Quintanilha Telles de Menezes, da 50.ª Vara Cível do Rio de Janeiro, determinou nesta terça-feira que o São Paulo tem 24 horas para devolver o troféu Copa Brasil, conhecido popularmente da 'Taça das Bolinhas', que deve ficar em posse da Caixa Econômica Federal até que haja uma resolução final sobre o caso.

Uma semana depois de entregar ao clube do Morumbi o troféu, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) reconheceu nesta segunda como legítimo o título brasileiro do Flamengo conquistado em 1987. Com isso, teoricamente, o time rubro-negro teria direito à 'Taça das Bolinhas', pois foi o primeiro clube a faturar cinco vezes a competição mais importante do País.
A medida cautelar da Justiça é consequência de uma ação impetrada pelo Flamengo. A CBF é ré no caso, pois na semana passada, mesmo com a liminar obtida pelo time do Rio de Janeiro, entregou o troféu ao São Paulo.
O clube paulista diz ainda não ter conhecimento da nova decisão. No entanto, se a 'Taça das Bolinhas' não for devolvida, pode ser expedido um mandado de busca e apreensão para que ela seja tirada do Morumbi. Além disso, o São Paulo ficaria sujeito a uma multa.
 
Histórico. A 'Taça das Bolinhas' foi criada em 1975 para ser entregue ao primeiro pentacampeão brasileiro ou ao clube que conquistasse o Brasileirão por três vezes de forma consecutiva. O Flamengo se considera o primeiro pentacampeão nacional, mas, até a última segunda-feira, a CBF não reconhecia o título da Copa União de 1987 como a conquista de um título do Campeonato Brasileiro. Depois, passou a reconhecê-lo, e o Fla foi declarado campeão daquele ano ao lado do Sport Recife - vencedor de torneio paralelo realizado pela CBF na mesma temporada.
A entrega do troféu gera polêmica desde 2007, quando o São Paulo ganhou o Campeonato Brasileiro pela quinta vez em sua história. Em abril de 2010, o Flamengo fez uma solicitação à CBF, pedindo uma reavaliação da decisão que aponta o Sport como campeão nacional de 1987.
 
Confira na íntegra a decisão do juiz:

 

"Trata-se de medida cautelar inominada, proposta por CLUBE DE REGATAS DO FLAMENGO em face de CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL - CBF, em que foi formulado pedido liminar para devolução do troféu alcunhado de ´Taça de Bolinhas´ ao requerente, abstendo-se de entregar o mesmo ao São Paulo Futebol Clube até a decisão final na ação principal. Argumenta o requerente que o Clube autor restou campeão em disputa desportiva ocorrida em 1987 - cercada de controvérsia no meio esportivo - pelo que faria jus ao recebimento do troféu cuja busca e apreensão ora pleiteia. Regularmente intimada, a ré CBF apresentou petição às fls. 22/23, argüindo sua ilegitimidade passiva, aduzindo que o troféu foi instituído pela Caixa Econômica Federal e que, por isso, deveria ser contra esta proposta a demanda, ou ainda contra o São Paulo Futebol Clube, outro pretendente ao título e ao mesmo troféu. Pede o Clube autor, às fls. 28/29, outras medidas executivas da liminar concedida às fls.16/17, no Plantão do Judiciário, que vedava a entrega do referido troféu ao São Paulo Futebol Clube. Há certidão a fl. 21 informando que a Confederação ré foi intimada da decisão liminar às 13h30 de 14 de fevereiro de 2011. É o relatório. Decido. A parte ré é legítima para figurar no pólo passivo, haja vista que, embora o troféu estivesse guardado na Caixa Econômica Federal, esta o entregou a quem foi indicado pela Confederação. O São Paulo Futebol Clube é terceiro, que poderá intervir nos autos como interessado, se desejar, não sendo, contudo, quem tomou a decisão de entrega. Destaco, inicialmente, há questão de alta relevância, não observada até o momento, qual seja, a vedação constante dos parágrafos do artigo 217 da Constituição da República: ´Art. 217. § 1º - O Poder Judiciário só admitirá ações relativas à disciplina e às competições desportivas após esgotarem-se as instâncias da justiça desportiva, regulada em lei. § 2º - A justiça desportiva terá o prazo máximo de sessenta dias, contados da instauração do processo, para proferir decisão final.´ No caso em exame, observo que o próprio requerente afirma expressamente à fl. 03, que há ´pretensão revisional deduzida pelo Clube de Regatas do Flamengo perante a via administrativa na CBF, que se quedara inerte até o presente momento´, logo ainda não ocorreu o esgotamento das instâncias da justiça desportiva. Em que pese a alegação de que a ré CBF ´quedou-se inerte´, tal fato necessita ser suficientemente comprovado nos autos, oportunizando-se à ré que esclareça se efetivamente o processo administrativo está parado e porque, para que somente se for reconhecida efetiva e indevida inércia, examinar-se o cabimento de decisão judicial sobre o tema. Por outro lado, que a questão tratada nos autos versa exclusivamente sobre a posse de troféu símbolo de vitória em campeonato desportivo, não havendo alegação ou informação sobre o risco iminente de perecimento de bem ou direito. Observe-se que por mais que se deva respeito ao sentimento de afeição dos torcedores por um time, compreenda-se o interesse da administração do Clube na exposição de seus troféus ou se aceite a estima que a comunidade desportiva tem pelos campeonatos e seus campeões, não há como se confundir o mero desejo de uma rápida solução, com o instituto jurídico do risco de dano irreparável ou de difícil reparação - no latim ´periculum in mora´ - imprescindível para prolação de um provimento jurisdicional sem o prévio e pleno exercício dos direitos constitucionais ao contraditório e à ampla defesa. Sem risco grave de lesão irreversível a bem ou direito, não deve a Justiça se pronunciar sem ouvir a outra parte, menos ainda quando não há nos autos prova cabal do esgotamento da discussão na justiça desportiva ou de sua mora injustificável. Quando e se a Justiça Comum tiver que se manifestar sobre o caso, deve somente executar decisão de entrega do bem a um dos clubes, após a decisão final no processo judicial principal. Intervir em matéria desportiva, sem a observância do artigo 217 da Constituição da República é ato inconstitucional, que não pode ser praticado. Todavia, evidente que há que ser enfrentada, ainda, a questão relativa ao valor patrimonial e cultural da referida ´Taça de Bolinhas´, haja vista o lamentável histórico nacional de desídia na guarda de troféu esportivo de elevado valor. Com efeito, considerando que a Caixa Econômica Federal foi o órgão instituidor do mencionado prêmio, bem como é instituição da mais alta segurança e credibilidade, havendo, ainda, notícia de ambas as partes (fl. 05 e 23) que tinha a mesma a guarda do troféu, a hipótese é de intimá-la para receber de volta a ´Taça de Bolinhas´ e não entregá-la a nenhum dos dois times, até que haja manifestação judicial definitiva. Quanto ao São Paulo Futebol Clube, que recebeu precipitadamente o troféu, antes de decisão definitiva das justiças desportiva e comum, deve restituí-lo à Caixa Econômica Federal, sob pena do mesmo ser buscado e apreendido, no fiel cumprimento desta decisão. A multa deverá ser executada ao final do processo, quando se decidirá sobre a ocorrência ou não de crime de desobediência. Posto isso, MANTENHO A DECISÃO LIMINAR e, considerando a notícia de que, apesar de intimada para não entregar o troféu ao São Paulo Futebol Clube, a Confederação Brasileira de Futebol optou por descumprir a decisão judicial, DETERMINO a intimação por oficial de justiça do São Paulo Futebol Clube, para entregar o troféu denominado ´TAÇA DE BOLINHAS´, no prazo de vinte e quatro horas, sob pena de crime de desobediência de seu Presidente, à Caixa Econômica Federal, na sede ou agência em que a taça estava guardada antes da entrega da mesma ao clube pela CBF, devendo o troféu permanecer sob a guarda da Caixa Econômica Federal até o trânsito em julgado do processo principal. Intime-se por oficial de justiça, outrossim, a Caixa Econômica Federal, para receber e guardar o troféu, nas mesmas condições anteriores. Expeça-se precatória para cumprimento desta decisão, com a intimação pessoal por oficial de justiça do Presidente do São Paulo Futebol Clube, devendo a deprecada aguardar no juízo deprecado o decurso do prazo e, certificado pelo juízo deprecado o não cumprimento do prazo de vinte e quatro horas, expeça-se, sem necessidade de nova intimação, na mesma deprecada, mandado de busca e apreensão. Providencie o requerente os endereços do São Paulo Futebol Clube e da sede ou agência da Caixa Econômica Federal onde deverá ser recebido o troféu, recolhendo as custas para a carta precatória, bem como colaborando com a viabilização da entrega do bem em segurança, à Caixa Econômica Federal. Comprove o requerente a propositura da ação principal no prazo legal, bem como o andamento do processo na justiça desportiva."

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Novo Michael Jackson? Jornal chama atenção para pele mais clara de Beyoncé



Beyoncé está com a pele mais clara. Pelo menos é o que garante o tablóide britânico "Daily Mail", que nesta quinta-feira, 17, publicou uma matéria chamando atenção para a mudança no tom de pele da cantora e fez até uma comparação através de uma foto da estrela em 2008 e uma atual. Uma grande diferença, não é mesmo?

Marcio Canuto e o "cachorro"

E você? O que é que achorro?

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Ronaldinho marca e Flamengo avança na Copa do Brasil

AE - Agência Estado

A torcida que lotou o estádio Rei Pelé na noite desta quarta-feira, em Maceió, para ver o Flamengo e Ronaldinho Gaúcho voltou para casa mais do que satisfeita. O craque fez seu segundo gol pelo clube rubro-negro e liderou a equipe na vitória por 3 a 0 sobre o Murici, pela Copa do Brasil, eliminando a necessidade do jogo de volta no Rio.


Já classificado para a segunda fase da competição nacional, o Flamengo pode agora se concentrar restritamente nas finais da Taça Guanabara, pela qual tem compromisso no domingo, contra o Botafogo.


O JOGO - Foi uma primeira etapa de escassas chances de gol no Rei Pelé. Os cariocas pressionavam pouco o adversário e permitiam aos donos da casa tocar a bola sem serem excessivamente incomodados. Com isso, o Murici foi gostando da partida e mostrou que é uma equipe minimamente organizada, que sabe tocar a bola quando necessário.

Eventualmente, o Flamengo dava mostras do seu talento individual. Leo Moura, Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves buscavam com intensidade as tabelas, mas faltava o último passe.

Foi um único passe preciso nos 45 minutos iniciais, mas o lance terminou com uma bola na trave. Ronaldinho Gaúcho lançou Thiago Neves, que fez ótimo cruzamento para Deivid. O atacante tirou muito do goleiro Dias perdeu boa chance. Poucos minutos depois, aos 28, Alexsandro obrigou Felipe a boa defesa depois de forte chute cruzado.

"Eles estão todos atrás da linha da bola e estamos encontrando dificuldades para criar esse último passe", diagnosticou Ronaldinho, à saída de campo para o intervalo.

O segundo tempo seguia o mesmo roteiro quando Vanderlei Luxemburgo lançou mão de Fierro e Egídio. O time melhorou e chegou à vitória. Leonardo Moura foi à linha de fundo e cruzou na medida para Ronaldinho escorar de cabeça e abrir o placar. O meia comemorou muito e pediu a presença de toda a equipe na celebração, aos 21 minutos.

Mesmo sem jogar uma partida brilhante, o time do Rio chegou à vantagem necessária para evitar a segunda partida. Renato cobrou falta com força e Dias falhou: 2 a 0, aos 27 minutos. No fim, Ronaldinho tabelou com Thiago Neves, que deu bom passe para Negueba. O jovem atacante tocou na saída do goleiro e fez o terceiro, aos 45.


FICHA TÉCNICA


Murici 0 x 3 Flamengo


Murici - Dias; Alex (Jôse), Nado, Sinval e Paulinho; Serginho, Gueba, Bilú e Everlan; Gustavo (Edvaldo) e Alexsandro (Franco). Técnico - Gilmar Batista.


Flamengo - Felipe; Leonardo Moura, David, Welinton (Egídio) e Ronaldo Angelim; Willians, Maldonado (Fierro), Renato, Thiago Neves e Ronaldinho Gaúcho; Deivid (Negueba). Técnico - Vanderlei Luxemburgo.


Gols - Ronaldinho Gaúcho, aos 21, Renato, aos 27, e Negueba, aos 45 minutos do segundo tempo.

Árbitro - Jailson Freitas (BA)

Cartões amarelos - Edvaldo e Egídio.

Renda - R$ 662.550,00.

Público - 15.100 pagantes (16.693 presentes).

Local - Estádio Rei Pelé, em Maceió.

Presidente do Murici torce para o Flamengo e faz convite a Ronaldinho

Geraldo Amorim não quer camisa nem autógrafo do Gaúcho. Mas pede para o craque dar uma voltinha no seu fusquinha rubro-negro

 

 

Por GLOBOESPORTE.COM

Rio de Janeiro

 

 

De Alagoas para todo o país, Murici vai ter seus 90 minutos de fama nesta quarta-feira. Não o técnico do Fluminense, mas o time da cidade de mesmo nome. A equipe alagoana enfrenta o Flamengo, pela primeira fase da Copa do Brasil. Em vez do seu acanhado estádio para 3 mil pessoas, o palco da partida será o Estádio Rei Pelé.

No entanto, engana-se quem pensa que o Murici contará com a força de sua torcida. Na verdade, na cidade de 25 mil pessoas, que fica a 40 quilômetros da capital, a maioria dos torcedores prefere o Flamengo ao time local. A começar pelo presidente Geraldo Amorim. Em casa, o dirigente tem 12 camisas rubro-negras, contra cinco do clube que preside. Sócio do Flamengo, ele é um dos mais encantados com o duelo inesquecível.

- Espero que o Flamengo seja campeão brasileiro, com essas contratações fantásticas. Mas, na Copa do Brasil, se Deus quiser, vai dar Murici - ponderou o cartola, em entrevista ao repórter Renato Ribeiro, da TV Globo.
 
FRAME Murici carro (Foto: Reprodução / TV Globo)
Dirigente convida Gaúcho para andar de fusquinha (Foto: Reprodução / TV Globo)
 
Além das camisas e da carteira de sócio, Geraldo passeia pela cidade com um possante nas cores do adversário. Ele fez um pedido ao camisa 10 da Gávea.

- Bom, eu não quero autógrafo nem camisa do Ronaldinho. Meu único desejo é que ele dê uma voltinha no meu Fusca - afirmou Amorim, que não é parente da mandatária do clube mais popular do país, mas tem o hino rubro-negro na ponta da língua.
- O do Murici eu não tenho de cabeça - confessa.
 
Superação após tragédia

A cidade de Murici foi devastada por uma enchente em junho do ano passado. Até hoje há pessoas morando em acampamentos. As marcas continuam em casas e ruas. O troféu de campeão alagoano sumiu em meio aos destroços, mas foi recuperado com avarias um mês depois. Passado o susto, o clube espera ressurgir na Copa do Brasil depois de ter deixado de disputar a Série D do Brasileirão.
 
FRAME Murici carteirinha (Foto: Reprodução / TV Globo)
Presidente sócio do... Fla (Reprodução / TV Globo)
 
O atual campeão estadual desbancou os favoritos CSA e CRB em 2010. Agora sonha ofuscar o Flamengo pelo menos por um dia.
 

A fortuna corrupta do Mubarak

Caros amigos,



O Mubarak pode ter roubado até $70 bilhões dos egípcios -- um terço da renda do país! A recuperação desta fortuna irá depender de ações imediatas de governantes ao redor do mundo. Assine agora a petição de emergência para congelar as contas do Mubarak, depois encaminhe esta mensagem!

Sign the petition!
O Mubarak está fora -- mas ele poderá levar uma riqueza inimaginável com ele. As estimativas da sua riqueza roubada vão até $70 bilhões, mais de um terço de toda a economia egípcia.

Não há tempo a perder, os governos precisam congelar as contas do Mubarak antes que o dinheiro desapareça em um labirinto de contas bancárias obscuras -- como as fortunas roubadas por muitos outros ditadores. A Suíça já congelou suas finanças e alguns ministros da União Europeia ofereceram ajuda -- mas sem um chamado global imediato, a reação poderá ser lenta demais para impedir que os bilhões do Mubarak sumam completamente.

Vamos convocar os líderes de todas as nações a garantir que o dinheiro do Egito seja devolvido ao povo. Se conseguirmos 500.000 assinaturas, a nossa petição será entregue aos ministros das finanças do G20 na reunião desta sexta-feira em Paris. Vamos assinar nossos nomes agora e divulgar a campanha!

http://www.avaaz.org/po/mubaraks_fortune/?vl

Milhões de egípcios vivem com menos de $2 por dia e os peritos dizem que a corrupção no Egito custa mais de $6 milhões em dinheiro público todo ano. A família Mubarak se beneficiou enormemente por uma rede de contratos de negócios, esquemas de privatização e investimentos garantidos pelo governo, ao longo dos 30 anos da presidência do Mubarak. Estimativas da sua riqueza vão de "meros" $2-3 bilhões até $70 bilhões, o que faria Hosni Mubarak o homem mais rico do mundo. 25 oficiais sênior do governo já estão sob investigação por alavancar fortunas enquanto trabalhavam para o Mubarak.

Talvez este seja o fim da linha para governantes corruptos que escapam com fortunas intactas. A nova Convenção Contra a Corrupção da Nações Unidas, explicitamente pede que fundos adquiridos pela corrupção sejam devolvidos aos países de origem, e o governo militar do Egito já pediu para governos da União Europeia congelarem a fortuna do Mubarak. A pergunta chave no momento é se a reação será rápida o suficiente: nenhuma lei no mundo será capaz de ajudar se os bilhões do Mubarak forem espalhados e escondidos antes que as autoridades possam se apropriar deles.

As nossas vozes como cidadãos pode ajudar o povo do Egito a continuar tendo esperança na sua revolução. Participe do chamado para devolver as riquezas do Egito ao seu povo.

http://www.avaaz.org/po/mubaraks_fortune/?vl

Milhões de egípcios arriscaram -- e até mesmo deram -- suas vidas pela democracia. Havia pouca coisa que pudéssemos fazer ao redor do mundo, além de enviar nossa esperança e solidariedade. Mas agora, nós devemos fazer o possível para restaurar a propriedade nacional roubada por uma ditadura que os nossos próprios governos toleraram por tanto tempo.

O povo do Egito está agora preparado para construir uma nova nação. Vamos garantir que eles recuperem os fundos que foram roubados, enquanto eles constroem um futuro que poucos ousaram sonhar.

Com esperança,

Ben, Alex, Ricken, Mia, Rewan, David e toda a equipe Avaaz

FONTES

Fortuna de Mubarak avaliada em 70 mil milhões de dólares:
http://aeiou.expresso.pt/fortuna-de-mubarak-avaliada-em-70-mil-milhoes-de-dolares=f631673

Egito pede congelamento de bens de ex-dirigentes:
http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,egito-pede-congelamento-de-bens-de-ex-dirigentes,679530,0.htm

Mubarak desviou riqueza nos últimos dias no poder, diz jornal:
http://ultimosegundo.ig.com.br/revoltamundoarabe/mubarak+desviou+bilhoes+nos+ultimos+dias+no+poder+diz+jornal/n1238006716619.html

Londres investiga Mubarak mas não congela contas:
http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1783604&seccao=M%E9dio%20Oriente

Em 30 anos, ditador obteve fortuna de US$ 70 bilhões:
http://odia.terra.com.br/portal/mundo/html/2011/2/em_30_anos_ditador_obteve_fortuna_de_us_70_bilhoes_143963.html


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Papa Bento XVI nomeia padre de Palmeira dos Índios como bispo

por Wadson Correia
 
 
Na manhã desta quarta-feira (16), o Papa Bento XVI, em Roma, no Vaticano nomeou o padre de Palmeira dos Índios, Francisco Falcão de Barros, como bispo auxiliar das Forças Armadas do Brasil, em Brasília. Padre Francisco será consagrado bispo, nos próximos dias.
Dom Dulcênio Fontes Matos, em entrevista ao programa Farol News, comandado por Marcelo Lima, falou da emoção e felicidade em ver um padre da diocese se ordenado a bispo. "Ser bispo é ter um compromisso de servir a Deus e a sociedade, não é um status", falou.
O padre Francisco Falcão atuava na paróquia São Vicente e era o responsável pelo cenáculo que organizava todos os anos, na cidade. Dom Ducênio ainda não sabe qual sacerdote assumirá os trabalhos na paróquia. Amanhã, Francisco Falcão oficializa sua saída como Capelão da Polícia Militar de Alagoas, ao governador Teotônio Vilela.
"Estou muito feliz com essa informação vinda do Vaticano. Agradeço a todos e sempre me lembrarei do meu bispo e da minha querida Palmeira dos Índios onde tudo começou. Agradeço a Deus por essa nova missão como bispo", falou padre Francisco Falcão, nomeado nos próximos dias como bispo de Brasília.
 
Monsenhor José Francisco Falcão
 
Paróco da paróquia de São Vicente de Paulo (AL) desde 1993, monsenhor José Francisco Falcão de Barros nasceu em 24 de março de 1965 em Paulo Jacinto (AL) e se formou em Filosofia e Teologia na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (RJ). Tem Mestrado e Doutorado em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Santo Tomás de Aquino, em Roma, Itália. É membro do Conselho Presbiteral, do Colégio dos consultores e Capelão da Polícia Militar do estado de Alagoas.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

"Pesador" - Júlio Uçá



Assista no YouTube o vídeo que fiz com Júlio Uçá há quase dois anos.
Trata-se de uma canção ainda inédita desse cantor e compositor alagoano.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Exposição britânica mostra carta de amor de mais de 500 anos

Primeiro documento contendo a palavra 'namorado' na língua inglesa está em exposição na Biblioteca Britânica.

Neste mês em que boa parte dos países do mundo comemora, no dia 14, o Dia dos Namorados, a Biblioteca Britânica de Londres está expondo o mais antigo documento contendo a palavra Valentine ("namorado", em tradução livre) de que se tem conhecimento na língua inglesa.

Trata-se de uma carta de amor enviada em 1477 por Margery Brews a John Paston. Nela, a remetente pede ao destinatário que não desista dela, apesar da recusa, pelos pais de Brews, em aumentar o dote da filha.
Como parte da exposição, os pesquisadores da Biblioteca Britânica localizaram os descendentes de Brews e do seu amado.
Em mensagem ao seu ryght welebeloued Voluntyne, em inglês arcaico, (right well-beloved Valentine, em inglês moderno, ou "querido namorado", em tradução livre), Brews promete ser uma boa esposa.
"Yf that ye loffe me as Itryste verely that ye do ye will not leffe me" (If you love me, I trust (...) you will not leave me, ou "se você me ama, sei (...) que não vai me deixar"), diz Brews.
Na carta, ela também promete amor eterno e verdadeiro acima de todas as coisas terrenas e fala do sofrimento do seu corpo e do seu coração diante do contínuo silêncio do noivo.
 
Dinheiro x amor

Segundo o curador da exposição, Julian Harrison, a carta revela que, se por um lado o pretendente à mão de Brews aparenta ter considerações financeiras em mente, a remetente revela, claramente, inclinações românticas.
"Não quer dizer, necessariamente, que ninguém tenha usado a palavra Valentine em qualquer contexto antes, mas esta foi, provavelmente, uma das primeiras vezes que ela foi escrita".
E para a historiadora Helen Castor, da Universidade de Cambridge, a importância da carta de Margery Brews para a compreensão de como eram os relacionamentos no período é imensa.
"Uma das coisas maravilhosas em relação a esta carta em particular é que ela é tão pessoal", disse Castor.
"Ela dá uma ideia muito verdadeira do como era o relacionamento entre um jovem e uma jovem que querem se casar."
"Sem esta carta, não saberíamos que este foi um casamento por amor."
"Nós partimos do pressuposto de que, nessa classe social e nesse período, os casamentos eram feitos por conveniência, por razões dinásticas", explica a historiadora. "Mas as cartas de Margery mostram que tudo se encaixa em torno do fato de que esse era um casal que realmente amava um ao outro."
 
534 Anos Depois

O arqueólogo Rob Edwards, de 38 anos, um descendente do casal, considera a carta de Margery um vínculo precioso com o passado.
"Ela é um lembrete de que as pessoas que você estuda são como nós, têm os mesmos sentimentos. E o fato de que são meus parentes acrescenta uma nova dimensão."
A jovem medieval tinha outras coisas em comum com apaixonados do século 21.
Ela usava abreviaturas - wt em vez de with (a preposição "com"), por exemplo. Muitos jovens, na internet ou em mensagens de celular, também encurtam as palavras.
Uma peculiaridade da carta é que ela não foi escrita pela mão de Margery. Segundo o curador Julian Harrison, a remetente provavelmente ditou a carta para que um homem a escrevesse.
"O fato de que ela não está escrevendo a carta não quer dizer que ela não sabe escrever, quer dizer que pode pagar a alguém para escrever para ela."
"As pessoas tendem a pensar que o povo no passado era analfabeto, mas na verdade os índices de alfabetização podem ter sido mais altos do que pensamos."
A história de amor de Margery e John teve um final feliz. Os dois se casaram e, em 1479, tiveram um filho, William. Margery morreu em 1495. John, em 1503.
 
Arquivo Paston
 
Para historiadores britânicos, o arquivo com mais de mil cartas da família Paston - a maioria delas aos cuidados da Biblioteca Britânica - oferece pistas fascinantes sobre as vidas da pequena nobreza durante a Idade Média.
São as mais antigas correspondências pessoais de que se tem registro na Grã-Bretanha.
Grande parte da documentação que sobreviveu desse período são documentos legais, registros governamentais, documentos financeiros e títulos de propriedades.
As cartas dos Paston foram escritas entre 1422 e1509 por três gerações da família, proprietária de terras na região de Norfolk, cidade no leste da Inglaterra.
Elas descrevem brigas de família, pais que reclamam, confrontos com a aristocracia e festas feitas na ausência das mães.
Mas a carta de Margery, a primeira Valentine inglesa, tem significado especial para os especialistas.
Ela é destaque na exposição Evolving English, da Biblioteca Britânica, que traça a evolução da língua inglesa. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.


Fonte: Estadão.com (http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,exposicao-britanica-mostra-carta-de-amor-de-mais-de-500-anos,679560,0.htm).

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

De branco, Homem-Aranha substitui Tocha Humana no Quarteto Fantástico

Nova revista, batizada de 'FF', mostrará futuro do grupo após morte do herói.
Criadores farão mudanças profundas na trama e no visual dos personagens.


Do G1, em São Paulo

 
Ilustração para o primeiro número da HQ 'FF', que reúne membros do Quarteto Fantástico e o Homem-Aranha (Foto: Divulgação/Marvel Comics)
Ilustração para o primeiro número da HQ 'FF', que reúne membros do Quarteto Fantástico e o Homem-Aranha (Foto: Divulgação/Marvel Comics)
 
Vai durar pouco a carreira do novo "trio" Fantástico, iniciada com a revelação da morte do super-herói Tocha Humana na edição nº 587 da versão americana da revista "Quarteto Fantástico".
De acordo com um comunicado divulgado pela editora Marvel nesta quarta-feira (9), o Homem-Aranha será convidado para preencher a vaga deixada pelo Tocha e integrar o grupo formado pelo Sr. Fantástico, Mulher Invisível e Coisa. A nova etapa será inaugrada com o primeiro número da série "FF", previsto para chegar às lojas de quadrinhos dos EUA em março.
Diferentemente do que se poderia imaginar, FF não é a sigla de Fantastic Four (o nome do quarteto no original, em inglês) mas a abreviação de Future Foundation (ou Fundação do Futuro), o novo supergrupo criado pelos integrantes vivos do Quarteto Fantástico com o Homem-Aranha. O visual dos uniformes dos heróis também sofrerá modificações radicais, com um novo emblema e uma cara mais moderna, em branco e preto.
A nova série "FF" tem roteiro de Jonathan Hickman e desenhos de Steve Epting. A Marvel ainda não revelou por quanto tempo a trama irá se desenrolar, mas dá pistas que as mudanças devem ser profundas e influenciar o futuro de outros títulos, como da própria série "Amazing Spider-Man" - coincidentemente, logo na primeira edição de "ASM", em 1963, o Aranha já havia tentado unir forças com o Quarteto Fantástico.
 
Ilustração para o primeiro número da HQ 'FF', que reúne membros do Quarteto Fantástico e o Homem-Aranha (Foto: Divulgação/Marvel Comics)
Além das novidades na trama, artistas da Marvel também renovaram os guarda-roupas dos heróis (Foto: Divulgação/Marvel Comics)
 
"'FF' vai alterar a própria essência do Universo Marvel", explica Tom Brevoort, vice-presidente de publicações da editora, no comunicado divulgado nesta quarta. "Jonathan e Steven criaram uma nova série única e poderosa que irá surpreender muitos fãs com sua combinação de ideias e visuais explosivos", completa.
 
Morto... por quanto tempo?

Em janeiro passado, Breevort já havia revelado que a edição nº 588 da revista "Quarteto Fantástico" seria a última da tradicional publicação. À época, porém, ele não revelou quais seriam os planos para os personagens. "Depois disso, não estamos prontos para dizer o que faremos. Não haverá uma edição 589", garantiu.
A morte do Tocha Humana, que se dá em uma batalha de grandes proporções em um arco de histórias batizado de "Three" (três, em inglês), não foi a primeira a ocorrer na história do Quarteto Fantástico. Ao longo dos anos, a Mulher Invisível também já havia supostamente morrido, mas depois revelou-se que foi apenas um truque. Seu marido, o Sr. Fantástico, também foi dado como morto anteriormente, mas retornou à história mais tarde.
Mortes de super-heróis, como o recente assassinato do Capitão América ou o suposto fim do Superman em 1992, são um artifício comum entre as grandes editoras de quadrinhos dos EUA. A polêmica e a exposição dos personagens e títulos envolvidos nesses episódios costumam ajudar as editoras a vender mais revistas. São raras as ocasiões, no entanto, em que as mortes são definitivas e os heróis - ou vilões - são efetivamente abandonados pelos autores.

Fonte: Portal de Notícias G1 (http://glo.bo/g7LiUm).

Estou acima do peso. E agora?

A decisão do estado de vetar a posse de candidatos obesos que foram aprovados no concurso para professor de educação básica II na rede estadual de ensino demonstra isso. Nesse tipo de decisão, além do preconceito, sobretudo no caso dos obesos, há uma inaceitável prevalência de critérios tecnicistas sobre a humanização da escola.

Por Maria Izabel Azevedo Noronha*
[05 de fevereiro de 2011 - 13h26]
Em todo o mundo, a luta contra toda forma de preconceito e discriminação tem sido cada vez mais generalizada, colocando em xeque ideias e procedimentos retrógrados contra os direitos humanos.

No Brasil avançamos muito nessa direção nos últimos anos. As demandas colocadas pelos movimentos sociais pautaram grandes debates nacionais, que resultaram em políticas públicas, se institucionalizaram em leis e programas no âmbito da União e de diversos estados e municípios.

Entretanto, se o cenário nacional é esse, o estado de São Paulo continua caminhando na contramão desses avanços. Se tanto, desenvolve apenas medidas tímidas, que não correspondem à sua importância dentro da federação brasileira.

A decisão do estado de vetar a posse de candidatos obesos que foram aprovados no concurso para professor de educação básica II na rede estadual de ensino demonstra isso. Também houve casos de professores vetados por serem míopes. Um desses casos é o de uma professora que tem 0,75 graus de miopia e foi considerada inapta para o cargo!.

Nesse tipo de decisão, além do preconceito, sobretudo no caso dos obesos, há uma inaceitável prevalência de critérios tecnicistas sobre a humanização da escola, absolutamente necessária para que a educação cumpra sua função de formar cidadãos e cidadãs plenamente conscientes da sociedade em que vivem e em condições de trabalhar para transformá-la, assegurando a todos uma vida com dignidade e respeito.

Como pode o governo do mais rico estado do Brasil, instância que deve promover a saúde pública, negar os avanços da ciência e da medicina? Como pode assumir uma postura passiva frente à obesidade ou outra ocorrência qualquer, como se não houvesse solução possível? Isto sem falar no fato de que privar uma pessoa do seu trabalho apenas pela possibilidade de um possível adoecimento futuro, aí sim, é condená-la a ficar mesmo doente.

A obesidade não é necessariamente incapacitante. Isto pode ocorrer em casos extremos. A obesidade não causará inevitavelmente uma situação de adoecimento, embora isto possa ocorrer. Os casos noticiados pela imprensa, inclusive, não caracterizam situações desse tipo.

O Estado precisa avaliar as condições de saúde da pessoa no momento. Potenciais doenças futuras não podem ser levadas em conta para a posse. Se não for assim, as pessoas muito magras, os fumantes, ou os que mantêm algum hábito que pode, no futuro, ensejar alguma doença, não poderiam, também, trabalhar.

Ao mesmo tempo, a sociedade debate como prevenir e combater o bullying nas escolas, que hoje afeta milhares de alunos e também profissionais da educação, vítimas da perseguição constante de seus colegas de classe, de trabalho e de superiores. Com a medida que adotou, o estado acaba por promover outra forma de bullying contra os professores, potencializando o preconceito contra as pessoas obesas.

A capacidade de trabalho de quase todos eles está demonstrada, já que boa parte são professores, não efetivos, da rede estadual de ensino. Por que eles podem ser ocupantes de função atividade, mas não podem ser professores efetivos? Por outro lado, também demonstraram capacidade profissional e formação adequada ao obter aprovação no concurso. Finalmente, o edital nada dizia sobre obesidade; nem poderia. De acordo com a Ordem dos Advogados do Brasil/SP, seria um ato discriminatório.

Como todos já sabem, não há carreira atraente nem salários adequados na rede pública estadual de São Paulo. Não há políticas de valorização e de formação continuada aos profissionais.  Não há concursos públicos em número suficiente. O governo não promove políticas de prevenção ao adoecimento dos professores e, ainda, proíbe-os de se tratarem, ao limitar o número de faltas para consultas e tratamentos médicos a apenas seis por ano, por meio da lei 1041/08. Agora,  institucionaliza o preconceito e a discriminação na contratação de docentes.

A Apeoesp se posiciona firmemente contra esse procedimento e está dando toda a assistência jurídica aos professores afetados que recorram à entidade.

*Maria Izabel Azevedo Noronha
Presidenta da Apeoesp
(Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo)
Membro do Conselho Nacional de Educação

AL registra em 2010 maior taxa de homicídio da história de um Estado; índice é igual a do país mais violento do mundo

Alagoas fechou 2010 com a maior taxa de homicídios que um Estado brasileiro já registrou. Segundo dados da Secretaria de Estado de Defesa Social (SDS), foram contabilizados 2.226 assassinatos no ano passado, o que significa uma taxa de homicídios de 71,3 para cada 100 mil habitantes. Não estão inclusos no número os latrocínios (roubo seguido de morte). Os dados detalhados de mortes por município, sexo e faixa etária ainda não foram divulgados pelo Estado.

Nos últimos anos, Alagoas registrou um aumento assustador no número de homicídios. Em 1999, por exemplo, o Estado teve 552 homicídios. Onze anos depois, o crescimento foi de 303%, com os mais de 2.000 registrados no ano passado. Já em comparação a 2009, o Estado registrou uma alta de 11% no total de crimes.

Para a OMS (Organização Mundial de Saúde), taxas acima de 10 homicídios para cada 100 mil ao ano já são consideradas epidêmicas. O país registra, segundo o estudo "Mapa da Violência 2010: Anatomia dos Homicídios no Brasil", taxa de homicídio de 25,2 mortes para cada 100 mil habitantes. Os dados do estudo levam em conta os dados de 2007.

Segundo o sociólogo e autor do estudo, Julio Jacobo, a taxa de homicídios registrada em Alagoas em 2010 é a maior que se tem registro em Estados brasileiros. "Na década de 80, alguns Estados chegaram próximos de 70 homicídios para 100 mil habitantes. Mas pesquisei e não encontrei nenhum Estado a chegar a 71", disse ao UOL Notícias, lembrando que a taxa alagoana é equivalente ao país mais violento do mundo. "El Salvador tem taxa exata de 71. O segundo país mais violento do mundo é Honduras, com 67."

Para o pesquisador, a taxa de homicídio de Alagoas é "insuportável" e tem "enorme repercussão social". Segundo ele, a escalada do crime no Estado não tem uma única causa, e tem ligação direta com o enfraquecimento do sistema de segurança pública estatal, a migração de facções criminosas e a estreita ligação entre poder público e o crime.

"Alagoas nunca foi um Estado muito pacífico. Estava sempre ali na metade do ranking. Só que a partir de 2003, 2004 e 2005 o Estado deu início a uma espiral muito rápida e acentuada. Não existe uma única causa. Em geral isso tem a ver com o descontrole de Estado e de uma política pública efetiva de controle da violência. Por outro lado, a impunidade insurge pela falta de capacidade de reprimir o crime", afirmou.

Jacobo também vê ligações estreitas entre o crime organizado e integrantes do poder. "É inegável que existem interconexões entre crime e forças de segurança. Você não pode acreditar que dois poderes antagônicos, como o Estado e a forças de criminalidade, vivam sem haver conluio entre elas, seja por parte do Executivo, Judiciário, Legislativo. Alagoas sempre teve histórico da violência com essa esquisita ligação entre a estrutura de poder e a criminalidade, que copta as forças de aparelho do Estado."

Para o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) em Alagoas, Gilberto Irineu, a maioria dos assassinatos está relacionada ao tráfico de drogas, que coopta cada vez mais jovens nas cidades. "Esse aumento existiu porque falta um trabalho preventivo e ostensivo dos órgãos se segurança, além de ausência completa de políticas públicas nas áreas pobres. É preciso também monitorar as divisas, para evitar entrada de armas e drogas."

Estado receberá Força Nacional

Empossado no último dia 26, o secretário de Estado de Defesa Social, Dário César, está em Brasília esta semana para pedir apoio ao governo federal no combate ao crime. Segundo informou nota oficial da SDS nesta terça-feira (8), o ministério vai enviar, pela terceira vez, a Força Nacional de Segurança para ajudar no combate ao crime em Maceió.

Atualmente, militares da Força fazem o patrulhamento das cidades atingidas pelas enchentes em junho de 2010 e, a partir de agora, vão ser deslocados para ações em conjunto com a Polícia Militar na região metropolitana da capital. "A Força Nacional de Segurança Pública permanece em Alagoas por tempo indeterminado e terá seu efetivo ampliado", disse a SDS, em nota.

A secretaria informou ainda que foi solicitada também a volta da Força Nacional de Polícia Judiciária para Alagoas para continuar o trabalho de investigação dos inquéritos, em apoio à Polícia Civil. "O pedido foi aceito e ficou definido que em breve à Força Judiciária retorna ao Estado."

Segundo o secretário, Alagoas só vai conseguir reverter o índice de criminalidade com apoio da sociedade. "O desafio de reverter os índices de violência é de todos. A ninguém interessa viver em um Estado violento. Para reverter esse dado, é preciso ação não só da polícia, mas da sociedade civil, dos empresários, da imprensa. Nós temos que estabelecer metas para cobrarmos resultados", disse, em entrevista no dia de sua posse.

Fonte: UOL Notícias (http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2011/02/09/al-registra-em-2010-maior-taxa-de-homicidio-da-historia-de-um-estado-indice-e-igual-a-do-pais-mais-violento-do-mundo.jhtm).