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domingo, 4 de dezembro de 2011

Covardia: Mulher com perturbações mentais é agredida por motorista e cobradora de van do trecho Palmeira dos Índios - Arapiraca (AL)



Não é de hoje que se fala do desrespeito com que são tratados os passageiros da linha Palmeira dos Índios – Arapiraca. Em nome do lucro, abre-se mão da segurança, abarrotando-se as pessoas além da capacidade permitida. Se alguém duvida de que a enorme quantidade cabe no transporte, a resposta é direta: "Aqui é que nem coração de mãe: sempre cabe mais um!". Se alguém reclama do incômodo de viajar quase sentado nas pernas de estranhos, a resposta é arrogante: "Se quiser andar sem aperto, compre um carro!". Mas só que não é bem assim, pois os transportadores têm uma concessão do Estado para prestar o serviço – que é um direito público e fundamental: o direito de ir e vir –, estando, portanto, submetidos às leis que zelam pela segurança, conforto e bem-estar dos passageiros.

O que testemunhei hoje foi um desrespeito estendido além do inconveniente de sempre, um ato bárbaro que fere de morte a dignidade humana: a motorista e a cobradora, mãe e filha, respectivamente, na Rua Manoel Leão (Centro), surraram uma passageira mentalmente perturbada, porque a mesma embarcou sem ter dinheiro para pagar a passagem.

Minha esposa e eu descemos do transporte no ponto terminal, e caminhávamos pela referida rua, que estava aparentemente deserta. De repente, gritos, berros, súplicas... Ó gente! O que era aquilo? Quando paramos para ver, as agressoras entraram no veículo e partiram, deixando para trás uma mulher que chorava feito criança. Passando por nós, que estávamos próximos à esquina de acesso à Concatedral, a motorista, que responde pelo nome de Dona Quitéria, descabreada e cinicamente sorrindo, disse-nos: "Ó... Ela não queria não, pagar a passagem...", e meteu-se! Foi-se embora!

Fomos em direção à mulher em prantos, muito abalada. Ela não tinha os dois reais de que necessitava, mas isso era o de menos. Certamente não faltaria quem a ajudasse nesse sentido, como não lhe faltou naquele momento. Uma pequena aglomeração de indignados se formou ao redor dela, deu-lhe água, e ouviu sua história. Não há dúvidas de que se trata de um ser humano necessitado de caridade, que já levou muita surra da vida, e, naquele momento, por volta das 13h30, havia levado mais uma: uma porrada no meio das costas, como ela nos afirmou, além de ter tido uma pulseira artesanal roubada pelas agressoras.

Pouco depois, as agressoras reapareceram na rua. Fizeram um balão, e pararam na esquina, agora tomada de curiosos. A motorista negou tudo. Ao ver que eu estava filmando, pisou na tábua e foi-se embora novamente. A agredida, já mais calma, encontrou um senhor, membro de um grupo da Igreja, que se prontificou a conduzi-la seguramente até o terminal rodoviário.

Quando minha esposa e eu sentamos para almoçar, num restaurante próximo de onde tudo aconteceu, quem apareceu preocupadíssima com os registros imagéticos que fizemos foram as agressoras. Elas já têm má fama nesse sentido, e pude perceber o porquê mais de perto. A Dona Quitéria veio me perguntar com que direito eu a filmei sem autorização. Respondi que filmei algo que estava acontecendo publicamente, e se ela se sentisse ofendida com o material que produzi, me processasse, pois ela tinha esse direito. Como nada do que ela me dizia me fazia temer qualquer atitude de minha parte, a filha entrou na história, para xingar a agredida de louca. Como era que nós, estudados, dávamos valor à conversa de uma pessoa daquela qualidade, sem juízo? "Se ela é doida, tem que estar no hospício", disse a agressora mais nova, orgulho da mãe por fazer Direito no IESC. "Pois quem agride gente tem de estar na cadeia", sugeri eu. "E vou colocar os fatos na internet", prometi. No fundo, elas estavam tremendo de medo, já que a mesma Dona Quitéria já tem passagem pela polícia, por aprontar de seguir seus princípios e aplicar seus métodos violentos. Não sei como essa pessoa ainda circula por aí conduzindo vidas alheias.

Então, cá estou indignado, assim como todos os que presenciaram a horrível cena. Não é o tipo de coisa que eu desejo compartilhar com os outros, mas é dever moral denunciar a covardia instalada em nossa sociedade para que essa gente saiba que, não importa o quanto se queira esconder o malfeito, sempre vai haver um olhar atento e uma voz destemida em favor dos oprimidos.

22 comentários:

  1. Galera toda tá postando o vídeo no facebook, vamos denunciar essa covardia! Repúdio a essas bruxas!!!

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  2. Acaabei de mandar um email pra tv gazeta e pra tv pajuçara, espero que eles se sensibilizem e façam uma reportagem a denunciando, e que ela pague pelo crime q cometeu! Raul Brito

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  3. Querido Cosme, jah houve fato parecido com uma enfermeira que trabalha no hospital Santa Rita e só não culminou em coisa pior pq a agredida (verbalmente dessa vez) pegou um taxi e vei op/ Palmeira sem prestar queixa. E assim essas duas permanecem deixando esse rastro na memória de tantos outros...

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  4. oiii ana vc está de parabens,por poblicar este video estas coisas tem que acabar!!fiquei chocado,ja trabalhei nessa linha e sei bem do estórico da velha QUITÉRIA e das filhas dela...cheruuu & parabens novamente!!!!!!!!

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  5. Parabéns pela denúncia Sr. Cosme, é triste que isso ocorra com qualquer um, porém é mais triste ainda que ocorra com uma pessoa que já sofre tanto. Realmente um ato de covardia.

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  6. Tarciso Manzano. é isso ai Cosme. Lhe parabenizo pela atitude q ninguém teve coragem de fazer. E isso é apenas um dos problemas da linha Palmeira Arapiraca

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  7. Enviei para a ouvidoria da ARSAL, para que tomem as providências, visto que isto foi realizado durante o exercício da concessão autorizada pela entidade. Que faça-se justiça.

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  8. Parabéns pelo material e pela sua coragem são poucas as pessoas q fazem isso pra mostrar a situação da população q passa por constragimentos como esse....INDIGNADA!

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  9. Meus parabéns pela sua atitude de denunciar publicamente esta covardia, certamente não é a primeira vez que isso acontece, afinal as duas agressoras têm uma fama imunda nessa linha Palmeira - Arapiraca. Eu mesma já presenciei cenas de falta de respeito das duas. Tem que ser feito algo urgente, é realmente um absurdo essas pessoas continuarem transportando vidas!

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  10. Essas senhoras ja são conhecidas pela população que usa o transporte entre as duas cidades. Pessoas desqualificadas para a lida com a população! Parabéns ao Cosme e qua a justiça seja feita!

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  11. DEUS É JUSTO E COM CERTEZA AS COISAS VÃO ENCONTRAR O SEU DEVIDO LUGAR, POIS LUGAR DE PESSOAS ASSIM NÃO É NAS RODOVIAS DE NOSSO ESTADO, ACHO QUE TEM MAIS GENTE PRECISANDO DE HOSPÍCIO!PARABÉNS, MEU QUERIDO, VOCÊ É UM GUERREIRO!

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  12. Esse material deve ser encaminhado para o Ministério Publico de Arapiraca.

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  13. Também fiquei indignada... merece punição! Precisamos de pessoas como vc Cosme de ação!!!

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  14. e srª senhora já foi uma professora...
    e que bela bacharel em Direito vem por aí...
    e mais...interessante, chamarem a vítima de louca...oq as acusadas não saem por baixo...todas tem algum tipo de insanidae mental...e outra ainda...se estas três nem Jesus aguentou(Jesus era o nome do finado esposo e pai dessas meliantes), os cidadãos arapiraquenses que utilizam esse serviço ñ tem obrigação nenhuma...

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  15. Parabéns Cosme Rogério pela iniciativa de promover a JUSTIÇA através da injustiça que é commetida aos menos favorecidos. Esta realidade de andar em carros superlotados tem que acabar!

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  16. As três são todas mundiças ... umas das filhas ja foi presa, por espancar um garoto .. mantendo o garoto em carcere privado.

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  17. De fato a realidade da super lotação é rotina nesse trajeto, agora a violência relatada é assustadora, espero que esse caso seja levado a frete, não podemos tolerar enquanto cidadões tamanha violência escancarada, de pessoas que ainda buscam justificativas diante dos fatos!
    De uma passageira horrorizada!

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  18. Encaminhando a TV Gazeta, desrespeito total !

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  19. sou de palmeira e estudo na ufal arapiraca sempre faço uso de transportes alternativos. já passei por agressão verbal do filho dessa senhora. motivo! a carro deste senhor estava super lotado, formos parado pela britz na fazenda perto da UNEAL, ficamos esperando mais de 30 mim e todos os parssageiros ficaram reclamando por ter só esse tipo de transporte para nos deslocar para essas duas cidades. inclusive eu, então, o morço se virou agressivamente para mim eu fiquei só esperando ele me bater! chamou todos os palavrões possíveis... enfim! foi muito humilhante!!!isso causou uma indignação terrivel em mim. sou uma cidadã, pago os meus impostos, e sou agredida, por não aceitar um sistema imundo!!! isso tentou me reprimir... uma outra vez reclamei a filha da senhora quiteria que deveria colocar ônibuns nesta linha de transporte ela irritadamente disse:"essas poras não tem nem uma bicicleta pra subir, e fica reclamando do carro vcs têm que pagar o carro que eu comprei"!!! não consigo imaginar como esse tipo de pessoa estão nas ruas oferecendo serviço as pessoas. isso mostra o retrado da falta de organização - preparo do estado.

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  20. Também estava nessa besta no dia 04/12/2011 e fico indignada com o que vejo.

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  21. Isso tem que mudar um dia...nós como cidadãos temos que fazer como o Cosme, denunciar. Chega de tanta impunidade nessas bestas! E não é somente com a turma da dona Quitéria,não... a quadrilha é grande... outro dia peguei uma besta com 28 pessoas sendo tratadas como animais. Chega!

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