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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Padre Odilon anuncia que deixará a Catedral

O vigário geral da Diocese de Palmeira dos Índios, padre Odilon Amador dos Santos, 83 anos, anunciou hoje que deixará a administração paroquial da Catedral de Nossa Senhora do Amparo. O anúncio foi feito através de uma carta aberta que o mesmo enviou às famílias católicas da cidade, na qual solicita doações para o que considera o seu último melhoramento na histórica igreja que testemunhou a atividade literária de Graciliano Ramos: a pintura geral da mesma.

"Dediquei toda a minha mocidade e boa parte da minha velhice a esta paróquia. Já não tenho mais a mesma disposição de outrora", contou-me ele em sua residência, hoje à tarde. "Me tenho sustentado na proteção de minha mãe, Nossa Senhora, na dedicada atenção de meu coadjutor, padre Antônio Bernardo (vigário paroquial), que me tem auxiliado, como o Cireneu, a subir os últimos degraus de meu Calvário, na compreensão e na caridade de nosso bispo Dom Dulcênio, e na firme fé do nosso povo".

Natural de Pão de Açúcar, no sertão alagoano, padre Odilon (que, apesar de possuir o título de monsenhor, nunca gostou de utilizá-lo) ingressou na carreira eclesiástica quando adolescente. Foi ordenado sacerdote em 1955, aos 23 anos de idade. No mesmo ano, chegou em Palmeira dos Índios, onde colaborou com o então pároco da cidade, o monsenhor Francisco Xavier de Macedo, até o ano do falecimento deste, em 1963. A partir daí, o padre Odilon assumiu a paróquia, até 1978, quando afastou-se do ministério sacerdotal. Retornando à vida eclesiástica, reassumiu a paróquia em 1984, permanecendo em sua administração até os dias de hoje.

Com a pintura geral da Catedral, o padre Odilon quer preparar o lugar da celebração dos 50 anos da criação da Diocese de Palmeira dos Índios. Isso quer dizer que, depois de agosto, poderá chegar ao fim o segundo paroquiato mais longo (43 anos) da história da bicentenária paróquia de Nossa Senhora do Amparo, ao lado do já referido monsenhor Macedo, atrás apenas do vigário Maia (52 anos).

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Corrida de Jegue em decadência



Anteontem (sábado, 28 de janeiro), por volta das 23 horas, fui à Praça das Casuarinas ver como estavam as festividades da 17ª Corrida de Jegue de Palmeira dos Índios.  A não ser por umas poucas pessoas circulando entre barracas nas ruas em volta, não havia mais ninguém na apresentação musical daquela noite.
Provavelmente, o vazio se deu por conta do arrastão do bloco "Pura energia", que trouxe Julinho Porradão para o encerramento da campanha comercial "Palmeira brilha com você".
Duas coisas me chamaram a atenção no evento. A primeira foi a fala de Doriedson Ferreira, um dos organizadores, que agradeceu ao prefeito James Ribeiro por haver prometido, no ano passado, que neste ano faria uma festa melhor que a edição anterior – e cumpriu! Pensei comigo mesmo: no ano passado, então, foi pior que isso?
A segunda coisa a me chamar a atenção foi a presença no palco de crianças, a dançar, fazendo gestos libidinosos, uma música cuja letra é de duplo sentido: "Toma, negona! Toma chupeta! Toma, negona, na boca e na bochecha!". É claro que a palavra que substitui "bochecha", nesse caso, é a que rima com "chupeta", e é obscena. Pergunto-me até agora: onde estão as autoridades (pais e mães, conselho tutelar, comissariado de menores, polícia) que não veem isso?

sábado, 28 de janeiro de 2012

Escarcéu deixará Palmeira dos Índios "Fora do Eixo"


Calma! Calma! Não criemos pânico! Antes de tudo, convém explicarmos o conceito: “Fora do Eixo” é o nome de um circuito que envolve uma rede de coletivos, atuando como multiplicador da cultura, fomentando e estimulando a formação de seus agentes culturais.
Criado em 2005, por produtores culturais de Cuiabá (MT), Rio Branco (AC), Uberlândia (MG) e Londrina (PR), que se uniram com o objetivo de promover a circulação de bandas independentes, o Circuito Fora do Eixo abrange as 27 unidades federativas do Brasil, estendendo-se a outros países, sendo o realizador do maior festival integrado do mundo – o Grito Rock –, que acontecerá pela primeira vez em Palmeira dos Índios neste ano, sob a responsabilidade do Coletivo Escarcéu, em parceria com o Coletivo Poppfuzz.
Segundo nos informa a página do evento no Facebook (http://www.facebook.com/events/157386217706404/), “O Festival Grito Rock é um alternativa ao Carnaval e uma plataforma independente de circulação. Este ano, o projeto ocorre de 10 de fevereiro a 17 de Março e reúne produtores de 200 cidades e 15 países”. A primeira edição do Grito Rock Palmeira dos Índios está marcada para o dia 12 de fevereiro (domingo), às 17 horas, na Casa de Show Aquárius.
Outra novidade que o evento trará para Palmeira dos Índios é uma ação desenvolvida no âmbito da comunicação: o conceito de cobertura colaborativa, isto é, “uma ferramenta que reúne pessoas de qualquer idade e formação com o objetivo de registrar e divulgar os eventos em todos os segmentos de mídia, utilizando de conceitos de mídia livre, colaborativismo e empirismo” (http://gritorock.com.br/cobertura-colaborativa).
Em reunião realizada com parte do Coletivo Escarcéu (foto), na última quarta-feira (25), foram definidos o valor do ingresso (R$ 5) e as bandas que se apresentarão no evento: Asfixia (AL), Imprensa Anônima (AL), Ataque Cardíaco (AL), Foxy Trio (PE) e Morra Tentando (AL).

sábado, 14 de janeiro de 2012

Graciliano Ramos na FEBRACE 2012

Pela primeira vez, a Escola Estadual Graciliano Ramos (EEGR) de Palmeira dos Índios apresenta finalistas para a 10.ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia – FEBRACE, que será realizada entre os dias 12 e 17 de março de 2012, no Campus da Universidade de São Paulo (USP). Trata-se das estudantes Daniela Gomes Lisbôa da Silva, Quezia Georjiany Beltrão Araújo e Renicarla Silva dos Santos, realizadoras do projeto de pesquisa científica intitulado "Os lugares da memória de Palmeira dos Índios: um estudo histórico-imagético orientado pela leitura de Caetés, de Graciliano Ramos".

Segundo os comitês de pré-avaliação e seleção do evento, o trabalho é "interessante, envolvendo leitura, pesquisa, reflexão que pode contribuir também para que os turistas e outros moradores e pesquisadores conheçam mais sobre a história da cidade". Os avaliadores acrescentaram que "O projeto apresenta consistência (metodologia e referencial teórico) e elevada importância social.

Sob a orientação do professor Cosme Rogério Ferreira, as participantes terão a oportunidade de apresentar o projeto durante a Mostra de Finalistas da FEBRACE, junto aos melhores trabalhos submetidos por estudantes ou selecionados de mais de 50 mostras científicas de várias regiões do Brasil, concorrendo a diversos prêmios, além de poder, inclusive, representar o Brasil na International Science & Engineering Fair 2012 (Intel ISEF), em Pittsburgh, Pensilvania, nos EUA. Além das premiações, as finalistas terão a oportunidade de participar de diversas atividades, incluindo palestras, oficinas e visitas monitoradas a laboratórios, institutos e museus da USP.

No momento, a escola busca apoio para garantir a participação no evento, já que todas as despesas (transporte, hospedagem e alimentação) devem ser custeadas pelos próprios participantes.

 

Resumo da pesquisa

 

O trabalho resulta de um esforço de compreensão das relações entre a literatura e a fotografia na composição do conhecimento histórico. O objetivo foi analisar as imagens fotográficas, de distintas épocas, de alguns lugares evocados na obra Caetés, do escritor Graciliano Ramos, que tem como cenário a cidade de Palmeira dos Índios (AL), onde vivem as pesquisadoras. Com base nessa obra, utilizando-se uma combinação de diferentes métodos e técnicas de pesquisa (bibliográfica, documental, de campo), foram mapeados os lugares identificados na leitura, levantados os dados históricos sobre eles, e desenvolvida uma análise do material imagético selecionado, comparando as imagens que correspondem ao tempo da escrita do primeiro romance de Graciliano com imagens atualizadas dos referidos lugares. Como resultado, evidenciou-se alguns dos pontos que ajudam a reconstruir a memória palmeirense, fato que pode auxiliar o exercício de reflexão sobre as lógicas de pertencimento e os permanentes processos de construção identitária na cidade.