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domingo, 17 de fevereiro de 2013

Halo solar sobre Arapiraca



A população de Arapiraca contemplou um fenômeno meteorológico que pôde ser observado entre a manhã e a tarde desde domingo (17): um halo solar, formado devido a uma grande concentração de nuvens altas, do tipo cirrus, que estava sobre a cidade. Segundo o portal de notícias G1, o fenômeno também pôde ser observado em Recife (PE).

O halo solar é uma espécie de arco-íris circular, que se forma em torno do Sol. As nuvens que o causam, não provocadoras de chuva, são formadas por pequenos cristais de gelo, que funcionam como prismas. A reflexão da luz por eles dá origem ao halo.

De acordo com o serviço meteorológico Climatempo, o fenômeno pode se formar em qualquer lugar, em qualquer época do ano, sendo necessária apenas a presença desse tipo de nuvens cirrus. Em nota, o Climatempo explicou que "a circulação dos ventos no níveis  mais elevados da atmosfera está facilitando o surgimento das nuvens cirrus sobre o Nordeste e de outras nuvens carregadas, que provocam chuva".

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

O período cosmológico da filosofia grega

Depois de quase um mês sem ânimo para escrever, e ainda indignado com a extinção da Secretaria Municipal de Cultura de Palmeira dos Índios (aquela morreu; já enterraram), retomo meus textos sobre temas filosóficos. Hoje inauguro uma pequena série de quatro artigos sobre cada um dos períodos da filosofia grega, constituintes do conjunto da história da filosofia antiga. O primeiro deles é chamado de "cosmológico" ou "pré-socrático". Vamos entender o porquê.

A origem da filosofia remonta ao século VI a.C., tendo como iniciador o matemático Tales, da cidade de Mileto, na Jônia, colônia grega da Ásia Menor, onde atualmente é território turco. Ao afirmar: "Tudo é água", Tales tornou-se o primeiro pensador a conceber logicamente, sem recorrer às narrativas mitológicas e suas criações mágicas, que todas as coisas tinham um princípio natural. Até o século IV a.C., quando Sócrates entrou em cena, todos os filósofos estavam preocupados com essa questão: qual é o princípio do "kosmos", isto é, de tudo o que existe, existiu e ainda vai existir? Heráclito de Éfeso elegeu o fogo. Anaxímenes de Mileto, o ar. Empédocles de Agrigento, além da água, do fogo e do ar, pensou a terra como uma das quatro substâncias que estão no princípio de todas as coisas. Pitágoras de Samos, o matemático do outro famoso teorema, disse que o princípio de tudo era o número. Parmênides de Eleia, disse que era o Ser. Demócrito de Abdera, junto com Leucipo, concebeu que tudo era feito de "tijolinhos" invisíveis e indivisíveis, que ele batizou de "átomos". Cada filósofo dessa época tentou, à sua maneira, responder à questão que foi colocada e, justamente por causa dessa inquietação, esse período é chamado de cosmológico. Por conta desses filósofos terem vivido antes de Sócrates, eles são mais conhecidos como pré-socráticos.

Em síntese, podemos dizer que nesse período desenvolveu-se a ideia de que as coisas naturais se movem ou são movidas por outros, e que o mundo está em movimento ou transformação permanente. O movimento das coisas e do mundo é chamado "devir" (vir-a-ser), e o devir segue leis que o pensamento ("logos") conhece. Essas leis demonstram que toda mudança é passagem de um estado ao seu oposto. Mas isso não acontece de maneira caótica: a mudança obedece a leis que são determinadas pela "physis" (natureza) ou pela "arché", isto é, pelo princípio fundamental do mundo.