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domingo, 14 de julho de 2013

Arapiraca no Parlamento Juvenil do Mercosul

Criado há 3 anos, o Parlamento Juvenil do Mercosul é uma iniciativa que reúne jovens dos países componentes do Bloco, estudantes do Ensino Médio de escolas públicas. O principal objetivo desse espaço é fazer com que a voz da juventude seja ouvida no Parlasul. Dos 26 representantes brasileiros no Parlamento Juvenil, um é arapiraquense. Bruno Lima tem 17 anos e é estudante do IFAL – Campus Arapiraca. Na entrevista, a seguir, ele nos conta sobre a sua participação na iniciativa, as ideias e os projetos que tem defendido para uma educação de qualidade.

 

CRF – O que é o Parlamento Juvenil do Mercosul?


Bruno – O Parlamento Juvenil do Mercosul é um projeto do bloco Mercosul que  também conta com a participação da Colômbia e da Bolívia. Foi criado em 2010, em Montevidéu, na sede do bloco. É um programa que visa a melhoria da educação, visando principalmente o ensino médio, e um espaço onde os jovens estudantes pudessem trocar ideias e tentar, através do projeto, melhorar a nossa e assim chegar ao ensino médio que queremos.

 

CRF – Como foi a seleção que resultou em sua escolha?


Bruno – Ocorreram 3 etapas antes da minha eleição como parlamentar. A primeira foi ainda quando a coordenação da minha escola, Instituto Federal de Alagoas (IFAL) – Campus Arapiraca, anunciou o projeto. Por gostar muito dessa área, me inscrevi e fui aprovado para a disputa da segunda fase, na capital alagoana. Quando cheguei, vi gente de todos os lugares do estado, inclusive alunos do IFAL de outros campi. Recebemos as informações e ao final teríamos que defender um tema do projeto. Defendi o tema inclusão educativa e falei da falta de inclusão dos jovens à escola por falta de estrutura e ensino nas escolas. Venci a etapa estadual e, junto com outras 2 meninas, em menos de um mês embarcamos para a capital federal. Lá passamos 6 dias convivendo com alunos e professores de todos os estados do Brasil, com exceção de Rondônia, ouvindo e principalmente falando sobre nossas dificuldades enquanto estudantes do ensino médio público e, ao final, houve uma votação e, graças a Deus, fui contemplado com o cargo de 2 anos para representar minha Alagoas no Parlamento Juvenil do Mercosul.

 

CRF – Como tem sido a sua atuação, em particular, e quais os atuais encaminhamentos do Parlamento Juvenil?


Bruno – Graças ao IFAL, os meus projetos tem dado muito certo também em parceria com 5ª coordenadoria de educação, porque não é fácil representar os estudantes e sabemos que a educação em Alagoas não vem se destacando. Minha missão é ouvir os alunos e através de cartas elaboradas por mim e pelos parlamentares dos outros estados e enviar ao MEC para que providências sejam tomadas. Meu projeto do IFAL denominado "Ensino Médio Alagoano" vem me ajudando bastante. Aproveito o espaço também e agradeço às pessoas que vêm deixando esta caminhada um pouco mais fácil, sempre me dando apoio e ajudando em todos os momentos.

 

CRF – Qual a importância do Parlamento Jovem para a integração dos tão diversos Países que compõem o bloco?


Bruno – Temos em nosso quadro de temas o eixo denominado integração latinoamericana. Nos faz refletir e pensar em diminuir as fronteiras entre os países do bloco, também para mostrar a harmonia dos países e que o MERCOSUL não é apenas um bloco econômico, mas sim amigos vários bens em comum. Um deles: a educação.

 

CRF – Você faz parte de uma geração que não conheceu o mundo sem a internet. Como você tem encarado as crescentes manifestações no Brasil e no mundo, e qual o papel das mídias sociais nesse processo?


Bruno – Acho o mundo não vive mais sem a internet. A internet, quando usada devidamente, é magnífica. As manifestações são de suma importância para mostrar que o povo também tem força, que o povo não aguenta mais absurdos cometidos por alguns capitalistas, e o governo sempre baixando a cabeça. Cheguei a participar das manifestações a favor do passe livre e contra a PEC-37. Porém, em minha visão, hoje as manifestações em alguns lugares do Brasil está sendo comandada por alguns partidos em oposição ao governo. E temos que ter cuidado com alguns veículos de comunicação para não invertermos nossa ideologia. É preciso pesquisar, e a internet está a nosso favor para que não sejamos apenas marionetes do governo.

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