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sábado, 13 de julho de 2013

E já foi tarde!

Nunca se ouviu falar em Alagoas de um secretário desse calibre. É certo que já tivemos um secretário estadual de Educação que assumidamente gostava de palavrões escritos e falados. Mas ele era Graciliano Ramos, que dispensa outras apresentações e era excelente homem. Mas Adriano Soares da Costa será lembrado como um dos piores, tanto pela desastrosa atuação à frente da pasta como pela boca suja com a qual expressa seu ódio à classe trabalhadora.

A gestão de Adriano foi marcada pela perseguição aos trabalhadores da educação, jogando com a estratégia de colocar a categoria contra seu próprio sindicato, desacreditando-o para negociar diretamente (mas sem representação) com os trabalhadores. Adriano incentivou até a criação de um sindicato pelego, tudo para dividir a categoria. Estava claro que esse tipo de negociação era impositiva, já que a ausência de representação tornava o diálogo impossível. Daí a importância de um perfil no Facebook: era a ferramenta que Adriano utilizava para essa "relação direta". Mas, enquanto Adriano – fiel escudeiro de Téo Vilela, o governador que não sabe a diferença entre homofóbico, hemofóbico (palavra nova!) e hemofílico – executava a missão de minar o direito constitucional de organização da classe trabalhadora para dificultar o diálogo, tetos de escolas desabavam, recursos da merenda escolar eram utilizados irregularmente, reformas não eram concluídas, aumentava o número de jovens estudantes assassinados.

Adriano, que nunca escondeu sua repulsa à classe trabalhadora, perdeu a razão quando atacou os manifestantes que foram às ruas na última quinta-feira, fazendo-lhes acusações com palavras de baixo calão. Adriano se arrependeu de postar em seu Facebook uma música que mencionava aquele monossílabo de duas letras que ofendem os mais puros ouvidos. Mandando os manifestantes tomarem nele, Adriano revelou, além dos seus já conhecidos lados ditador e irresponsável, também o seu lado mais "escroto", para usar um termo apropriado para tal comportamento. Uma atitude o enobrece, justamente a sua última nessa triste passagem no comando da pasta: reconhecer a própria incapacidade de geri-la. "Não é uma postura que se espera de um homem público, ainda mais ocupando o cargo de Secretário Estadual da Educação", postou ele no Facebook, reconhecendo que foi além "dos limites do razoável".

Adriano deixou o cargo. Foi tarde, mas finalmente, tomou no dele.

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